23.6.11

Um pequeno testemunho do Cardeal Van Thuan

Um pequeno testemunho do Cardeal Van Thuan


O Cardeal Vietnamita Van Thuan ficou preso sob o governo comunista durante 13 anos.

As condições da prisão não eram favoráveis. Durante alguns meses esteve confinado numa cela minúscula, sem janela, úmida, que para respirar passava horas com o rosto enfiado num pequeno buraco no chão. A cama era coberta de fungos.

Os nove primeiros anos foram terríveis: uma tortura mental, no vazio absoluto, sem trabalho,

caminhando dentro da cela desde a manhã às nove e meia da noite para não ser destruído

pela artrose, no limite da loucura.

Buscava conversar com os carcereiros, que resistiam, mas logo eram seduzidos por sua gentileza e

inteligência. Contava-lhes sobre países e culturas diferentes. Isso chamava sua atenção e instigava a curiosidade. Logo começavam a fazer perguntas, o diálogo se estabelecia, a amizade se enraizava. Chegou a dar aulas de inglês e francês.

No começo, a cada semana os guardas eram substituídos, mas logo as autoridades, para evitar que o

exército todo fosse “contaminado”, deixou uma dupla de carcereiros fixa. Estes espantavam-se de como o prisioneiro pudesse chamar de amigos os seus carcereiros, mas ele afirmava que os amava porque esse era o

ensinamento de Jesus.

Faleceu em Roma no dia 16 de setembro de 2002, depois de uma dolorosa doença.

“A minha experiência pessoal“

“A celebração faz do sacerdote um santo. É por causa disto que eu quero compartilhar com vocês a minha experiência eucarística, assim como a experiência de outras pessoas íntimas que me marcaram com a sua fé, com a sua devoção à Eucaristia.

No seminário, minha formação se inspirou na vida do Cura D´Ars, são João Maria Vianney, e do Padre Pio. Eles me acompanharam durante toda a vida sacerdotal. Quando eu celebrava sozinho na prisão, João e Pio estavam sempre diante de mim e celebravam comigo. Foi graças ao seu sacrifício e ao seu amor pela Eucaristia que eu pude sobreviver na prisão. Lembro-me de que o Padre Pio celebrava a missa não em vinte ou trinta minutos, mas em uma hora, uma hora e meia. Ninguém reclamava da duração da missa, porque todos estavam fascinados pela sua maneira de celebrar, inclusive os bispos que assistiam.

Entretanto, algumas pessoas mal-intencionadas pediram ao Santo Ofício que o proibisse de celebrar a Eucaristia desta forma, e então o Padre Pio foi obrigado a celebrar a missa em no máximo 45 minutos. O Padre Pio obedeceu à ordem, mas os fiéis pediram à Santa Sé a permissão para o frade celebrar a missa como antes, e Pio XII deu a autorização.

Alguém perguntou a São João Maria Vianney porque às vezes ele chorava e outras vezes sorria quando celebrava a missa. Ele respondeu que sorria quando pensava no dom da presença de Jesus na Eucaristia e chorava quando pensava nos pecadores que não podem receber tal dom.

Quando fui preso, retiraram todos os meus pertences, mas me permitiram escrever para casa e pedir roupa e remédios. Eu pedi que me enviassem vinho em frascos de remédio para o estômago. No dia seguinte, o diretor da prisão me chamou para perguntar se eu estava mal do estômago, e se tinha algum remédio. Depois de escutar as minhas respos-tas afirmativas, me entregou um pequeno frasco de vinho com uma etiqueta que dizia “remédio para a dor de estômago”.

Este foi um dos dias mais felizes da minha vida! Desta forma eu pude celebrar a missa dia após dia, com três gotas de vinho e uma gota d´água na palma da mão e com um pouco de hóstia que me davam para a celebração, e que eu guardava com muito cuidado contra a umidade.



Depois, quando estava com outras pessoas de fé católica, era abastecido de vinho e de hóstias, que os seus familiares levavam quando iam visitá-los. De um modo ou de outro, eu quase sempre pude celebrar a missa, sozinho ou acompanhado. Celebrava depois das nove e meia da noite, porque a essa hora não havia luz e conseguíamos juntar umas seis pessoas. Todos dormiam numa cama comum, 25 em cada parte. Cada um dispunha de 50 centímetros: estávamos como sardinhas…

Quando celebrava e dava a comunhão, secávamos o papel dos maços de cigarro dos prisioneiros e, com arroz, os pregávamos para fazer uma pequena bolsa na qual colocávamos o Santíssimo.

Todas as sextas-feiras tínhamos uma aula de marxismo, e todos eram obrigados a participar. Depois havia um pequeno intervalo, e era quando os cinco católicos levavam o Santíssimo a outros grupos. Eu também o levava num pequeno pacote que colocava na minha bolsa, e assim a presença de Jesus me ajudava a ser corajoso, generoso, amável, e a dar testemunho de fé e de amor aos outros.

A presença de Jesus fazia maravilhas, porque entre os católicos também havia alguns que eram pouco fervorosos, menos praticantes… Havia ministros, coronéis, generais e, na prisão, cada um em particular fazia uma Hora Santa todas as tardes, uma hora de adoração e de oração diante de Jesus eucarístico.

Assim, na solidão, na fome… uma fome terrível, foi possível sobreviver. Desta maneira dávamos testemunho na prisão.

A semente tinha sido semeada.  Ainda não sabíamos como ia germinar, mas pouco a pouco, um a um, budistas, membros de diversas religiões, inclusive fundamentalistas hostis ao catolicismo manifestavam o desejo de ser católicos. Nos tempos livres eu ensinava catecismo a todos juntos. Batizava às escondidas e… era até padrinho.

A presença da Eucaristia mudou a prisão, que era lugar de vergonha, de tristeza, de ódio e que tinha se transformado em lugar de amizade, de reconciliação e em escola de catecismo. Sem saber, o governo tinha feito uma escola de catecismo!

A presença da Eucaristia é muito forte, a presença de Jesus é irresistível. Eu e todos os meus companheiros de prisão somos testemunhas disto…”

Créditos : 4tweetsretweet

14.1.11

Balada - LEITURA BÍBLICA - Provérbios 23.22-35

Texto retirado de Email recebido de Migtafarelo em 14 de janeiro de 2011 09:58 - Assunto: Balada


Fuja dos desejos malignos da juventude e siga  a justiça,
a fé, o amor e a paz com aqueles que, de coração puro,
 invocam o Senhor (2 Timóteo 2.22).


Balada em São Paulo. 
Night no Rio. 
Festa no Sul. 
Em cada lugar do Brasil se dá um nome para o tempo em que alguns jovens passam 
bebendo, fumando, dançando, namorando em um bar ou danceteria.
É o que se chama diversão.

Esta mensagem é para você, jovem, que curte uma diversão dessas de vez em quando.
E para você, pai do jovem, que não vê mal nenhum nisso.

Bom, a idéia aqui não é ser moralista, nem um ditador de usos e costumes.
A idéia é, primeiramente, mostrar que ser “rebelde” e “curtir a noite” não são idéias novas.
Lendo os conselhos de Salomão em Provérbios 23, fiquei surpreso de ver que a descrição que ele
faz parece ter sido tirada da observação de nossos fins de semana.
Gente sem rumo, em busca de prazer passageiro, tentando encontrar na bebida a alegria para chegar ao fim da noite.

Não são novas também as conseqüências para quem escolhe viver assim.
E gosto da sinceridade de Salomão. Ele não diz que a sensação é ruim.
Ele fala da bebida atraente, que resplandece no copo e “desce redondo”.
Mas depois fala de alucinações, tontura, corpo doído.
Ele fala com conhecimento de causa e nos recomenda a evitarmos passar por isso.

Sim, é difícil resistir.
É difícil não se deixar levar pela pressão e ser diferente.
É difícil resistir à curiosidade.
E realmente a Bíblia não nos ensina a resistir a tudo isso.
Paulo diz a Timóteo que ele tem de fugir desses ambientes, porque ele sabia que tentar resistir é inútil.

Deus se agrada quando fugimos deste tipo de luta.
Ele nos dá forças para correr mais do que achávamos que éramos capazes.
E nos recompensa dando-nos a verdadeira felicidade.

Jesus promete dar “vida abundante”.
Isto significa Vida com “V” maiúsculo, que aproveita o que verdadeiramente
há de melhor na criação e faz entender que a vida faz sentido.

Aproveitar a vida não é destruí-la.

13.1.11

LEITURA BÍBLICA - Romanos 12.1-2


Texto retirado de Email recebido de Migtafarelo em 13 de janeiro de 2011 09:03 - Assunto: Conduta


Quem é sábio e tem entendimento entre vocês?
Que o demonstre por seu bom procedimento, mediante obras praticadas
com a humildade que provém da sabedoria (Tg 3.13).


O rio Negro corre uma distância de centenas de quilômetros mantendo suas águas límpidas.
Alguns quilômetros depois de Manaus está a confluência com as águas barrentas do rio Solimões,
para formar o rio Amazonas. Durante muitos quilômetros as águas dos dois rios correm lado a lado
sem se misturar. Depois elas se misturam e tornam-se turvas.
As águas do rio Negro não limpam as águas barrentas do rio Solimões.
Mas estas turvam as águas límpidas do rio Negro.

Assim, a convivência de um cristão com relacionamentos achegados ao pecado certamente vai corromper a sua vida. 
Trata-se de tudo o que fazemos e falamos que venha a contrariar os princípios da ética cristã apresentados no Novo Testamento. 
É o que se chama de “mundanismo”.
O cristão precisa manter-se afastado do que é mundano, todos os dias, em todos os lugares e em todas as esferas da vida.
A vontade de Deus para com nossa vida diária deve ser examinada e aplicada cuidadosamente para não cairmos na esfera do engano.
A validade do que Deus quer não depende de nossa opinião.
Não somos nós que vamos estabelecer o que é certo e o que é errado.
A autoridade final está sempre com a Palavra de Deus.
Como diz nossa leitura de hoje:
“Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, 
para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus".

Faça agora esta oração:

Senhor, fica em meus pensamentos, palavras e ações para que eu seja um rio de águas correntes e cristalinas;
mantém-me longe de um relacionamento maligno para que a água viva de Cristo possa ser vista em mim. (Traduzido, autor desconhecido)

Exerçam sua cidadania de maneira digna do evangelho de Cristo (Fp 1.27).

2.11.10

Você sabe quando foram criadas ??

D. Estêvão Bettencourt, OSB

 É de crer que, se os cristãos conhecessem melhor a história das denominações protestantes, não adeririam tão facilmente a elas ou as deixariam sem demora, porque perceberiam que são obras de homens que se opõem à intenção de Jesus Cristo; principalmente os católicos não se tornariam protestantes, pois, assim procedendo, abandonam a única Igreja fundada por Jesus Cristo para aderir a comunidades fundadas por homens, quinze ou mais séculos após Jesus.
 Será a mesma coisa seguir Jesus Cristo e seguir um "profeta" do século XVI ou XVII?
 Precisamos, para facilitar aos cristãos a tomada de consciência do hiato histórico que intercede entre Jesus Cristo e as denominações protestantes, publicar a tabela seguinte:
 
Denominação    Fundador              Data          Local
 Católica     -      Jesus Cristo       -     30        -      Palestina
 Luterana     -    
Martinho Lutero    -  1517    -      Alemanha
 Episcopal (Anglicana) -
 Rei Henrique VIII - 1534 - Inglaterra
 Reformada (Calvinista) -
 João Calvino - 1541 - Suiça
 Menonita -
 Meano Simons - 1550 - Holanda
 Presbiteriana -
 John Knox - 1567 - Escócia
 Congregacional -
 Robert Browee - 1580 - Inglaterra
 Batista -
 John Smith - 1604 - Holanda
 Quacker -
 John Fox - 1649 - EUA
 Metodista -
 John Wesley - 1739 - Inglaterra
 Mórmon -
 Joseph Smith - 1830 - EUA
 Adventista -
 Willian Miller - 1831 - EUA
 Exército da Salvação -
 Willian / Catarina Booth - 1885 - Inglaterra
 Ciência Cristã -
 Mary Backer - 1675 - EUA
 Pentecostais -
 Charles Parham e discípulos - 1900 - EUA
 Testemunhas de Jeová -
 Charles Taze Russell - 1916 - EUA
Amigos do Homem -
 Alexandre Freytag - 1920 - Suiça
 Universal do Reino de Deus -
 Edir Macedo Bezerra - 1977 - Brasil
 Observações

 1. A tabela, ainda que não seja exaustiva, mostra como as denominações protestantes que hoje em dia fazem adeptos no Brasil, estão distantes de Jesus Cristo na linha da história. Antes do século XVI não se falava de
 Confissão Luterana; antes do século XX não se falava de Assembléia de Deus, Comunidade "Nova Vida", Igreja Socorrista", etc. Não foi Jesus Cristo quem deu origem a tais organizações, mas foram pastores humanos, dos quais alguns disseram ter recebido revelações mais recentes do que as de Jesus Cristo; tal é o caso de Joseph Smith (Mórmons), Charles Taze Russell e Rutherford (Testemunhas de Jeová), Alexandre Freytag (Amigos do Homem)... Quanto mais recente é a denominação protestante, mais tende a trocar o Novo Testamento pelo Antigo, chamando Deus pelo nome de Jeová, negando a Divindade de Cristo e a SS. Trindade, observando o sábado em lugar do domingo, etc.

 2. Na raiz de todo este esfacelamento do Cristianismo está o princípio, estipulado por Lutero, segundo o qual a Bíblia deve ser interpretada por cada leitor em "livre exame"; o que quer dizer: cada qual sente e entende a Bíblia como bem lhe pareça; em conseqüência, tira as conclusões que julga adequadas, sem orientação da Igreja. É compreensível que tal princípio, coerentemente aplicado, tenha levado e leve o Protestantismo a se autodestruir cada vez mais, dividindo-se e subdividindo-se em comunidades, das quais as posteriores pretendem sempre reformar as anteriores e são reformadas pelas subseqüentes. Os membros de tais comunidades reformadas seguem tão somente o alvitre subjetivo e imaginoso de um "profeta", e não mais a Palavra de Jesus Cristo como tal. Este fundou uma só Igreja, que Ele confiou a Pedro, dando-lhe garantia de sua assistência infalível até a consumação dos séculos.

 3. Talvez, porém, alguém objete que a Igreja fundada por Cristo não tem suas falhas e não necessita de purificação e renovação? É certo que, onde existem seres humanos (e na Igreja eles existem), existe a fragilidade; esta, sem dúvida, exige purificação. Todavia a purificação da Igreja há de se fazer sem ruptura com o passado, sem perda de contato com a linhagem apostólica e a fonte "Jesus Cristo". Qualquer quebra nessa linha é mortal, pois faz da nova comunidade uma obra meramente humana, separada do seu manancial autêntico; a tal comunidade já não se aplica a Palavra, de Cristo, em Mt 28,18-20: "Estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos". A própria Igreja de Cristo, a Igreja Católica, sabe tirar do bojo da sua vitalidade o remédio aos males morais que acometem seus filhos; a Igreja é a Mãe solícita de curar as chagas que os seus filhos lhe infligem à revelia da própria Mãe. Na verdade, o católico peca, porque se afasta dos ensinamentos e da vida da Igreja.

 4. Aliás, a razão pela qual não se pode conceber Reforma da Igreja fundada por Cristo (mas apenas reformas em setores disciplinares da mesma), é o próprio conceito de Igreja. Esta não é uma República(como afirmavam reformadores do século XVI), nem é uma sociedade meramente humana, mas é o sacramento que continua o mistério da Encarnação; é Jesus Cristo prolongado em seu corpo através dos séculos - o que significa que, por debaixo da veste humana e defectível que os homens dão à Igreja, existe o próprio Cristo presente com sua autoridade, e indefectibilidade; esta presença atuante de Cristo garante a todos quantos se chegam a Ele na Igreja, a santificação e a vida eterna; é Ele quem batiza, é Ele quem consagra o pão e o vinho, é Ele quem absolve os pecados. Consciente dessa presença indefectível de Cristo na Igreja, podia São Paulo dizer que "Cristo amou a Igreja e se entregou por ela... para apresentar a si mesmo a Igreja gloriosa sem manchas nem rugas ou coisa semelhante, mas santa e irrepreensível" (Ef 5,25-27). Com efeito, a Igreja é santa não por causa da oscilante santidade dos homens que a integram, mas por causa da presença do Santo de Deus ou de Cristo que nela se encontra. Por isso não toca a homem algum refazer a Igreja ou recomeçá-la, mas compete-lhe apenas zelar para que a face externa da Esposa de Cristo seja purificada das falhas que os homens lhe impõem.
 Refletindo sobre estas verdades, os fiéis católicos hão de se recordar das palavras do Apóstolo São Paulo, que hoje parecem mais oportunas ainda do que nos tempos da Igreja nascente:

 "Rogo-vos, irmãos, que estejais alertas contra os que causam divisões e escândalos contrários à doutrina que aprendestes; afastai-vos deles" (Rm 16,17).
 "Alcancemos todos nós a unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, o estado de Homem Perfeito, a medida da estatura da plenitude de Cristo. Assim não seremos mais crianças, joguetes das ondas, agitados por todo vento de doutrina, presos pela artimanha dos homens e da sua astúcia, que nos induz em erro" (Ef 4,13s).

4.9.10

O Filho do Homem é Senhor do sábado

Catecismo da Igreja Católica, §§ 2168-2173


«O Filho do Homem é Senhor do sábado»

O terceiro mandamento do Decálogo refere-se à santificação do sábado: «O sétimo dia é um sábado: um descanso completo consagrado ao Senhor» (Ex 31, 15).

A Escritura faz, a este propósito, memória da criação: «Porque em seis dias o Senhor fez o céu e a terra, o mar e tudo o que nele se encontra, mas ao sétimo dia descansou. Eis porque o Senhor abençoou o dia do sábado e o santificou» (Ex 20, 11).

A Escritura vê também, no dia do Senhor, o memorial da libertação de Israel da escravidão do Egipto: «Recorda-te de que foste escravo no país do Egipto, de onde o Senhor, teu Deus, te fez sair com mão forte e braço poderoso. É por isso que o Senhor, teu Deus, te ordenou que guardasses o dia de sábado» (Dt 5, 15).

Deus confiou a Israel o sábado, para ele o guardar em sinal da Aliança inviolável (83). O sábado é para o Senhor, santamente reservado ao louvor de Deus, da Sua obra criadora e das Suas acções salvíficas a favor de Israel. [...]

O Evangelho relata numerosos incidentes em que Jesus é acusado de violar a lei do sábado. Mas Jesus nunca viola a santidade deste dia. É com autoridade que Ele dá a Sua interpretação autêntica desta lei: «O sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado» (Mc 2, 27). Cheio de compaixão, Cristo autoriza-Se, em dia de sábado, a fazer o bem em vez do mal, a salvar uma vida antes que perdê-la (Mc 3, 4). O sábado é o dia do Senhor das misericórdias e da honra de Deus. «O Filho do Homem é Senhor do próprio sábado» (Mc 2, 28).

1.9.10

O Deserto

Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Cardeal Joseph Ratzinger (Papa Bento XVI)
Retiro pregado no Vaticano, 1983 (a partir da trad. Le Ressuscité, DDB 1986, p.10)


«Retirou-Se para um lugar solitário.»

O deserto é o lugar do silêncio e da solidão, onde a pessoa se distancia do quotidiano, onde escapa ao ruído e à superficialidade. O deserto é o lugar do absoluto, o lugar da liberdade, onde o homem se confronta com as suas necessidades mais radicais. Não foi por acaso que o monoteísmo nasceu no deserto. Neste sentido, trata-se do domínio da graça; vazio de preocupações, é no deserto que o homem encontra Deus.

As grandes coisas começam no deserto, no silêncio, na pobreza. Nem sequer poderíamos participar na missão do Evangelho sem entrarmos nesta experiência do deserto, do seu despojamento, da sua fome; a fome bem-aventurada de que o Senhor fala no Sermão da Montanha (Mt 5, 6) não nasce da saciedade dos fartos.

E não esqueçamos que o deserto de Jesus não termina com os quarenta dias que se seguiram ao baptismo. O Seu último deserto será o do Salmo 21: «Meu Deus, meu Deus, por que Me abandonaste?» Será deste deserto que brotarão as águas da vida do mundo.

11.8.10

FOTOS DO RITO DA INICIAÇÃO A ORAÇÃO


A Bondade de Deus

LEITURA BÍBLICA:

Salmo 145

O Senhor é bom para todos; a sua compaixão alcança todas as suas criaturas (Sl 145.9).
Descobri que muitos cristãos tinham dificuldade em entender a bondade de Deus e em crer nela.
Criam que Deus é bom, só que não lhes dava o que desejavam ou o que pediam.
Enxergavam a bondade de Deus somente a favor dos outros.
Cultivavam um sentimento negativo que os fazia crer que, se alguma coisa boa lhes acontecesse, logo se ria interrompida por uma tristeza ou provação.
Enfim, as coisas boas Deus faz acontecer aos outros não a eles.
Quem abriga essa expectativa distorcida sobre a bondade de Deus precisa considerar duas coisas.
A primeira é que Deus não costuma expor-nos ao risco de recebermos o que pedimos.
Alguém já disse que precisamos tomar cuidado com o que pedimos, pois pode realizar-se.
Se Deus não nos salvas se dos nossos próprios desejos e pedidos, possivelmente viveríamos uma sucessão de situações difíceis.
A segunda é que, quem tem dificuldades com a bondade de Deus julga-se merece dor de uma atenção maior que a destinada aos outros.
Deus é soberano! Sua vontade não se discute nem se altera pelo que consideramos o melhor para nós.
Entretanto, por ser rico em misericórdia, as dádivas de Deus vão além do que esperamos.
Deus não tem prazer em nos ver em dificuldades, pois a verdadeira felicidade procede dele.
O que devemos aprender da Palavra de Deus é que ele sabe quais planos tem para nós.
Deus não tem dúvidas ou incertezas quanto a nós; ele tem tudo decidido antes do princípio do mundo.
Deus sabe o que é melhor para cada um (Jr 29.11-13).
Deus tem os melhores pensamentos e propósitos para você.
Deus não avalia o que é bom para você segundo os valores deste mundo.
Alegre e com o que Deus lhe tem dado e prepare-se para o melhor.
Hoje você não teria espaço suficiente para guardar o que de bom Deus reservou para lhe dar.

11.6.10

Foto de nosso irmão Wilson

Foto tirada no Aniversário dos 75 anos do nosso irmão WILSON ZOMIGNANI, na clínica Sabra, em 25 de novembro de 2009.

6.6.10

Pronunciamento da Igreja Metodista sobre o projeto de lei acerca da homofobia

Pronunciamento da Igreja Metodista sobre o projeto de lei acerca da homofobia

O Colégio Episcopal da Igreja Metodista reunido em São Paulo, nos dias 11 e 12 de abril de 2007, cumprindo sua responsabilidade pastoral, tendo em vista a tramitação do projeto de lei no Congresso Nacional sob nº 5003 de 2001, que criminaliza toda e qualquer manifestação contra a opção sexual do homossexualismo, chamada de “lei contra a homofobia”, vem diante do seu rebanho pronunciar-se acerca do tema da seguinte forma:

1) Reconhece que há na sociedade brasileira manifestações de natureza discriminatória de todo tipo, e inclusive contra as pessoas homossexuais. Tais manifestações não fazem justiça aos direitos individuais, nem, tão pouco, à tradição cristã de reconhecer qualquer ser humano como criatura divina e ao mandamento bíblico de amar o próximo como a si mesmo.

2) Entende que esta liberdade individual, de aceitar uma sexualidade homossexual, não a torna correta por si mesma. Tampouco impede que quem dela discorde, expresse sua opinião contrária. Numa sociedade democrática se reconhece o direito de escolha, mas também nesta sociedade os valores individuais, e mesmo de segmentos, não podem se impor sobre os valores de outras comunidades específicas, por exemplo, as Igrejas Cristãs. Assim, tal lei ora em discussão retomaria os princípios de censura de consciência e opinião típicas do fascismo e das ditaduras que tantos males causaram à humanidade.

3) Afirma o ensino Bíblico de que Deus criou homem e mulher, e esta é a orientação sexual reconhecida pela Igreja. E este mesmo ensino Bíblico classifica como um pecado a prática do homossexualismo. Deste modo, é inalienável o direito da Igreja de pregar e ensinar no privado e no público contra a prática homossexual como um pecado e desobediência aos ensinos de Deus. O fato da Igreja compreender o homossexualismo desta maneira não a impede de receber, acolher e dialogar com os homossexuais. A Igreja quer, no entanto, preservar o seu direito de questionar a conduta humana, qualquer que seja ela, inclusive a conduta homossexual, de modo a poder desempenhar sua missão de pregar a reconciliação do ser humano com Deus, com o seu próximo e consigo mesmo.

As lágrimas de uma mãe

As lágrimas de uma mãe


Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Ambrósio (cc 340-397), bispo de Milão e doutor da Igreja
Sobre o Evangelho de S. Lucas, V, 89 (trad. cf SC 45, p. 214)
10º Domingo do Tempo Comum - Ano C : Lc 7,11-17


A misericórdia divina deixa-se facilmente vergar pelos gemidos desta mãe. Ela é viúva; os sofrimentos ou a morte do seu único filho quebraram-na. [...] Creio que esta viúva, rodeada da multidão do povo, é mais do que uma simples mulher que merece pelas suas lágrimas a ressurreição de um filho, jovem e único. Ela é a própria imagem da Santa Igreja que, com as suas lágrimas, no meio do cortejo fúnebre e até junto do túmulo, obtém que seja devolvido à vida o jovem povo deste mundo. [...]

Porque à palavra de Deus os mortos ressuscitam, reencontram a voz e a mãe recupera o seu filho; ele foi chamado do túmulo, foi arrancado ao sepulcro. Que túmulo é este para vós, senão o vosso mau comportamento? O vosso túmulo é a falta de fé. [...] Desse sepulcro, Cristo vos liberta; saireis do túmulo se escutardes a Palavra de Deus. E, se o vosso pecado for demasiado grave para que o possam lavar as lágrimas da vossa penitência, que intervenham por vós as lágrimas da vossa mãe Igreja. [...] Ela intercede por cada um dos seus filhos, como por outros tantos filhos únicos. Com efeito, ela é plena de compaixão e experimenta uma dor espiritual e materna sempre que vê os seus filhos arrastados para a morte pelo pecado.