Texto retirado de Email recebido de Migtafarelo em 14 de janeiro de 2011 09:58 - Assunto: Balada
Fuja dos desejos malignos da juventude e siga a justiça,
a fé, o amor e a paz com aqueles que, de coração puro,
invocam o Senhor (2 Timóteo 2.22).
Balada em São Paulo.
Night no Rio.
Festa no Sul.
Em cada lugar do Brasil se dá um nome para o tempo em que alguns jovens passam
bebendo, fumando, dançando, namorando em um bar ou danceteria.
É o que se chama diversão.
Esta mensagem é para você, jovem, que curte uma diversão dessas de vez em quando.
E para você, pai do jovem, que não vê mal nenhum nisso.
Bom, a idéia aqui não é ser moralista, nem um ditador de usos e costumes.
A idéia é, primeiramente, mostrar que ser “rebelde” e “curtir a noite” não são idéias novas.
Lendo os conselhos de Salomão em Provérbios 23, fiquei surpreso de ver que a descrição que ele
faz parece ter sido tirada da observação de nossos fins de semana.
Gente sem rumo, em busca de prazer passageiro, tentando encontrar na bebida a alegria para chegar ao fim da noite.
Não são novas também as conseqüências para quem escolhe viver assim.
E gosto da sinceridade de Salomão. Ele não diz que a sensação é ruim.
Ele fala da bebida atraente, que resplandece no copo e “desce redondo”.
Mas depois fala de alucinações, tontura, corpo doído.
Ele fala com conhecimento de causa e nos recomenda a evitarmos passar por isso.
Sim, é difícil resistir.
É difícil não se deixar levar pela pressão e ser diferente.
É difícil resistir à curiosidade.
E realmente a Bíblia não nos ensina a resistir a tudo isso.
Paulo diz a Timóteo que ele tem de fugir desses ambientes, porque ele sabia que tentar resistir é inútil.
Deus se agrada quando fugimos deste tipo de luta.
Ele nos dá forças para correr mais do que achávamos que éramos capazes.
E nos recompensa dando-nos a verdadeira felicidade.
Jesus promete dar “vida abundante”.
Isto significa Vida com “V” maiúsculo, que aproveita o que verdadeiramente
há de melhor na criação e faz entender que a vida faz sentido.
Aproveitar a vida não é destruí-la.
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14.1.11
13.1.11
LEITURA BÍBLICA - Romanos 12.1-2
Texto retirado de Email recebido de Migtafarelo em 13 de janeiro de 2011 09:03 - Assunto: Conduta
Quem é sábio e tem entendimento entre vocês?
Que o demonstre por seu bom procedimento, mediante obras praticadas
com a humildade que provém da sabedoria (Tg 3.13).
O rio Negro corre uma distância de centenas de quilômetros mantendo suas águas límpidas.
Alguns quilômetros depois de Manaus está a confluência com as águas barrentas do rio Solimões,
para formar o rio Amazonas. Durante muitos quilômetros as águas dos dois rios correm lado a lado
sem se misturar. Depois elas se misturam e tornam-se turvas.
As águas do rio Negro não limpam as águas barrentas do rio Solimões.
Mas estas turvam as águas límpidas do rio Negro.
Assim, a convivência de um cristão com relacionamentos achegados ao pecado certamente vai corromper a sua vida.
Trata-se de tudo o que fazemos e falamos que venha a contrariar os princípios da ética cristã apresentados no Novo Testamento.
É o que se chama de “mundanismo”.
O cristão precisa manter-se afastado do que é mundano, todos os dias, em todos os lugares e em todas as esferas da vida.
A vontade de Deus para com nossa vida diária deve ser examinada e aplicada cuidadosamente para não cairmos na esfera do engano.
A validade do que Deus quer não depende de nossa opinião.
Não somos nós que vamos estabelecer o que é certo e o que é errado.
A autoridade final está sempre com a Palavra de Deus.
Como diz nossa leitura de hoje:
“Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente,
para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus".
Faça agora esta oração:
Senhor, fica em meus pensamentos, palavras e ações para que eu seja um rio de águas correntes e cristalinas;
mantém-me longe de um relacionamento maligno para que a água viva de Cristo possa ser vista em mim. (Traduzido, autor desconhecido)
Exerçam sua cidadania de maneira digna do evangelho de Cristo (Fp 1.27).
2.11.10
Você sabe quando foram criadas ??
D. Estêvão Bettencourt, OSB
É de crer que, se os cristãos conhecessem melhor a história das denominações protestantes, não adeririam tão facilmente a elas ou as deixariam sem demora, porque perceberiam que são obras de homens que se opõem à intenção de Jesus Cristo; principalmente os católicos não se tornariam protestantes, pois, assim procedendo, abandonam a única Igreja fundada por Jesus Cristo para aderir a comunidades fundadas por homens, quinze ou mais séculos após Jesus.
Será a mesma coisa seguir Jesus Cristo e seguir um "profeta" do século XVI ou XVII?
Precisamos, para facilitar aos cristãos a tomada de consciência do hiato histórico que intercede entre Jesus Cristo e as denominações protestantes, publicar a tabela seguinte:
Denominação Fundador Data Local
Católica - Jesus Cristo - 30 - Palestina
Luterana - Martinho Lutero - 1517 - Alemanha
Episcopal (Anglicana) - Rei Henrique VIII - 1534 - Inglaterra
Reformada (Calvinista) - João Calvino - 1541 - Suiça
Menonita - Meano Simons - 1550 - Holanda
Presbiteriana - John Knox - 1567 - Escócia
Congregacional - Robert Browee - 1580 - Inglaterra
Batista - John Smith - 1604 - Holanda
Quacker - John Fox - 1649 - EUA
Metodista - John Wesley - 1739 - Inglaterra
Mórmon - Joseph Smith - 1830 - EUA
Adventista - Willian Miller - 1831 - EUA
Exército da Salvação - Willian / Catarina Booth - 1885 - Inglaterra
Ciência Cristã - Mary Backer - 1675 - EUA
Pentecostais - Charles Parham e discípulos - 1900 - EUA
Testemunhas de Jeová - Charles Taze Russell - 1916 - EUA
Amigos do Homem - Alexandre Freytag - 1920 - Suiça
Universal do Reino de Deus - Edir Macedo Bezerra - 1977 - Brasil
Observações
1. A tabela, ainda que não seja exaustiva, mostra como as denominações protestantes que hoje em dia fazem adeptos no Brasil, estão distantes de Jesus Cristo na linha da história. Antes do século XVI não se falava de
Confissão Luterana; antes do século XX não se falava de Assembléia de Deus, Comunidade "Nova Vida", Igreja Socorrista", etc. Não foi Jesus Cristo quem deu origem a tais organizações, mas foram pastores humanos, dos quais alguns disseram ter recebido revelações mais recentes do que as de Jesus Cristo; tal é o caso de Joseph Smith (Mórmons), Charles Taze Russell e Rutherford (Testemunhas de Jeová), Alexandre Freytag (Amigos do Homem)... Quanto mais recente é a denominação protestante, mais tende a trocar o Novo Testamento pelo Antigo, chamando Deus pelo nome de Jeová, negando a Divindade de Cristo e a SS. Trindade, observando o sábado em lugar do domingo, etc.
2. Na raiz de todo este esfacelamento do Cristianismo está o princípio, estipulado por Lutero, segundo o qual a Bíblia deve ser interpretada por cada leitor em "livre exame"; o que quer dizer: cada qual sente e entende a Bíblia como bem lhe pareça; em conseqüência, tira as conclusões que julga adequadas, sem orientação da Igreja. É compreensível que tal princípio, coerentemente aplicado, tenha levado e leve o Protestantismo a se autodestruir cada vez mais, dividindo-se e subdividindo-se em comunidades, das quais as posteriores pretendem sempre reformar as anteriores e são reformadas pelas subseqüentes. Os membros de tais comunidades reformadas seguem tão somente o alvitre subjetivo e imaginoso de um "profeta", e não mais a Palavra de Jesus Cristo como tal. Este fundou uma só Igreja, que Ele confiou a Pedro, dando-lhe garantia de sua assistência infalível até a consumação dos séculos.
3. Talvez, porém, alguém objete que a Igreja fundada por Cristo não tem suas falhas e não necessita de purificação e renovação? É certo que, onde existem seres humanos (e na Igreja eles existem), existe a fragilidade; esta, sem dúvida, exige purificação. Todavia a purificação da Igreja há de se fazer sem ruptura com o passado, sem perda de contato com a linhagem apostólica e a fonte "Jesus Cristo". Qualquer quebra nessa linha é mortal, pois faz da nova comunidade uma obra meramente humana, separada do seu manancial autêntico; a tal comunidade já não se aplica a Palavra, de Cristo, em Mt 28,18-20: "Estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos". A própria Igreja de Cristo, a Igreja Católica, sabe tirar do bojo da sua vitalidade o remédio aos males morais que acometem seus filhos; a Igreja é a Mãe solícita de curar as chagas que os seus filhos lhe infligem à revelia da própria Mãe. Na verdade, o católico peca, porque se afasta dos ensinamentos e da vida da Igreja.
4. Aliás, a razão pela qual não se pode conceber Reforma da Igreja fundada por Cristo (mas apenas reformas em setores disciplinares da mesma), é o próprio conceito de Igreja. Esta não é uma República(como afirmavam reformadores do século XVI), nem é uma sociedade meramente humana, mas é o sacramento que continua o mistério da Encarnação; é Jesus Cristo prolongado em seu corpo através dos séculos - o que significa que, por debaixo da veste humana e defectível que os homens dão à Igreja, existe o próprio Cristo presente com sua autoridade, e indefectibilidade; esta presença atuante de Cristo garante a todos quantos se chegam a Ele na Igreja, a santificação e a vida eterna; é Ele quem batiza, é Ele quem consagra o pão e o vinho, é Ele quem absolve os pecados. Consciente dessa presença indefectível de Cristo na Igreja, podia São Paulo dizer que "Cristo amou a Igreja e se entregou por ela... para apresentar a si mesmo a Igreja gloriosa sem manchas nem rugas ou coisa semelhante, mas santa e irrepreensível" (Ef 5,25-27). Com efeito, a Igreja é santa não por causa da oscilante santidade dos homens que a integram, mas por causa da presença do Santo de Deus ou de Cristo que nela se encontra. Por isso não toca a homem algum refazer a Igreja ou recomeçá-la, mas compete-lhe apenas zelar para que a face externa da Esposa de Cristo seja purificada das falhas que os homens lhe impõem.
Luterana - Martinho Lutero - 1517 - Alemanha
Episcopal (Anglicana) - Rei Henrique VIII - 1534 - Inglaterra
Reformada (Calvinista) - João Calvino - 1541 - Suiça
Menonita - Meano Simons - 1550 - Holanda
Presbiteriana - John Knox - 1567 - Escócia
Congregacional - Robert Browee - 1580 - Inglaterra
Batista - John Smith - 1604 - Holanda
Quacker - John Fox - 1649 - EUA
Metodista - John Wesley - 1739 - Inglaterra
Mórmon - Joseph Smith - 1830 - EUA
Adventista - Willian Miller - 1831 - EUA
Exército da Salvação - Willian / Catarina Booth - 1885 - Inglaterra
Ciência Cristã - Mary Backer - 1675 - EUA
Pentecostais - Charles Parham e discípulos - 1900 - EUA
Testemunhas de Jeová - Charles Taze Russell - 1916 - EUA
Amigos do Homem - Alexandre Freytag - 1920 - Suiça
Universal do Reino de Deus - Edir Macedo Bezerra - 1977 - Brasil
Observações
1. A tabela, ainda que não seja exaustiva, mostra como as denominações protestantes que hoje em dia fazem adeptos no Brasil, estão distantes de Jesus Cristo na linha da história. Antes do século XVI não se falava de
Confissão Luterana; antes do século XX não se falava de Assembléia de Deus, Comunidade "Nova Vida", Igreja Socorrista", etc. Não foi Jesus Cristo quem deu origem a tais organizações, mas foram pastores humanos, dos quais alguns disseram ter recebido revelações mais recentes do que as de Jesus Cristo; tal é o caso de Joseph Smith (Mórmons), Charles Taze Russell e Rutherford (Testemunhas de Jeová), Alexandre Freytag (Amigos do Homem)... Quanto mais recente é a denominação protestante, mais tende a trocar o Novo Testamento pelo Antigo, chamando Deus pelo nome de Jeová, negando a Divindade de Cristo e a SS. Trindade, observando o sábado em lugar do domingo, etc.
2. Na raiz de todo este esfacelamento do Cristianismo está o princípio, estipulado por Lutero, segundo o qual a Bíblia deve ser interpretada por cada leitor em "livre exame"; o que quer dizer: cada qual sente e entende a Bíblia como bem lhe pareça; em conseqüência, tira as conclusões que julga adequadas, sem orientação da Igreja. É compreensível que tal princípio, coerentemente aplicado, tenha levado e leve o Protestantismo a se autodestruir cada vez mais, dividindo-se e subdividindo-se em comunidades, das quais as posteriores pretendem sempre reformar as anteriores e são reformadas pelas subseqüentes. Os membros de tais comunidades reformadas seguem tão somente o alvitre subjetivo e imaginoso de um "profeta", e não mais a Palavra de Jesus Cristo como tal. Este fundou uma só Igreja, que Ele confiou a Pedro, dando-lhe garantia de sua assistência infalível até a consumação dos séculos.
3. Talvez, porém, alguém objete que a Igreja fundada por Cristo não tem suas falhas e não necessita de purificação e renovação? É certo que, onde existem seres humanos (e na Igreja eles existem), existe a fragilidade; esta, sem dúvida, exige purificação. Todavia a purificação da Igreja há de se fazer sem ruptura com o passado, sem perda de contato com a linhagem apostólica e a fonte "Jesus Cristo". Qualquer quebra nessa linha é mortal, pois faz da nova comunidade uma obra meramente humana, separada do seu manancial autêntico; a tal comunidade já não se aplica a Palavra, de Cristo, em Mt 28,18-20: "Estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos". A própria Igreja de Cristo, a Igreja Católica, sabe tirar do bojo da sua vitalidade o remédio aos males morais que acometem seus filhos; a Igreja é a Mãe solícita de curar as chagas que os seus filhos lhe infligem à revelia da própria Mãe. Na verdade, o católico peca, porque se afasta dos ensinamentos e da vida da Igreja.
4. Aliás, a razão pela qual não se pode conceber Reforma da Igreja fundada por Cristo (mas apenas reformas em setores disciplinares da mesma), é o próprio conceito de Igreja. Esta não é uma República(como afirmavam reformadores do século XVI), nem é uma sociedade meramente humana, mas é o sacramento que continua o mistério da Encarnação; é Jesus Cristo prolongado em seu corpo através dos séculos - o que significa que, por debaixo da veste humana e defectível que os homens dão à Igreja, existe o próprio Cristo presente com sua autoridade, e indefectibilidade; esta presença atuante de Cristo garante a todos quantos se chegam a Ele na Igreja, a santificação e a vida eterna; é Ele quem batiza, é Ele quem consagra o pão e o vinho, é Ele quem absolve os pecados. Consciente dessa presença indefectível de Cristo na Igreja, podia São Paulo dizer que "Cristo amou a Igreja e se entregou por ela... para apresentar a si mesmo a Igreja gloriosa sem manchas nem rugas ou coisa semelhante, mas santa e irrepreensível" (Ef 5,25-27). Com efeito, a Igreja é santa não por causa da oscilante santidade dos homens que a integram, mas por causa da presença do Santo de Deus ou de Cristo que nela se encontra. Por isso não toca a homem algum refazer a Igreja ou recomeçá-la, mas compete-lhe apenas zelar para que a face externa da Esposa de Cristo seja purificada das falhas que os homens lhe impõem.
Refletindo sobre estas verdades, os fiéis católicos hão de se recordar das palavras do Apóstolo São Paulo, que hoje parecem mais oportunas ainda do que nos tempos da Igreja nascente:
"Rogo-vos, irmãos, que estejais alertas contra os que causam divisões e escândalos contrários à doutrina que aprendestes; afastai-vos deles" (Rm 16,17).
"Rogo-vos, irmãos, que estejais alertas contra os que causam divisões e escândalos contrários à doutrina que aprendestes; afastai-vos deles" (Rm 16,17).
"Alcancemos todos nós a unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, o estado de Homem Perfeito, a medida da estatura da plenitude de Cristo. Assim não seremos mais crianças, joguetes das ondas, agitados por todo vento de doutrina, presos pela artimanha dos homens e da sua astúcia, que nos induz em erro" (Ef 4,13s).
6.6.10
As lágrimas de uma mãe
As lágrimas de uma mãe
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Ambrósio (cc 340-397), bispo de Milão e doutor da Igreja
Sobre o Evangelho de S. Lucas, V, 89 (trad. cf SC 45, p. 214)
10º Domingo do Tempo Comum - Ano C : Lc 7,11-17
A misericórdia divina deixa-se facilmente vergar pelos gemidos desta mãe. Ela é viúva; os sofrimentos ou a morte do seu único filho quebraram-na. [...] Creio que esta viúva, rodeada da multidão do povo, é mais do que uma simples mulher que merece pelas suas lágrimas a ressurreição de um filho, jovem e único. Ela é a própria imagem da Santa Igreja que, com as suas lágrimas, no meio do cortejo fúnebre e até junto do túmulo, obtém que seja devolvido à vida o jovem povo deste mundo. [...]
Porque à palavra de Deus os mortos ressuscitam, reencontram a voz e a mãe recupera o seu filho; ele foi chamado do túmulo, foi arrancado ao sepulcro. Que túmulo é este para vós, senão o vosso mau comportamento? O vosso túmulo é a falta de fé. [...] Desse sepulcro, Cristo vos liberta; saireis do túmulo se escutardes a Palavra de Deus. E, se o vosso pecado for demasiado grave para que o possam lavar as lágrimas da vossa penitência, que intervenham por vós as lágrimas da vossa mãe Igreja. [...] Ela intercede por cada um dos seus filhos, como por outros tantos filhos únicos. Com efeito, ela é plena de compaixão e experimenta uma dor espiritual e materna sempre que vê os seus filhos arrastados para a morte pelo pecado.
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Ambrósio (cc 340-397), bispo de Milão e doutor da Igreja
Sobre o Evangelho de S. Lucas, V, 89 (trad. cf SC 45, p. 214)
10º Domingo do Tempo Comum - Ano C : Lc 7,11-17
A misericórdia divina deixa-se facilmente vergar pelos gemidos desta mãe. Ela é viúva; os sofrimentos ou a morte do seu único filho quebraram-na. [...] Creio que esta viúva, rodeada da multidão do povo, é mais do que uma simples mulher que merece pelas suas lágrimas a ressurreição de um filho, jovem e único. Ela é a própria imagem da Santa Igreja que, com as suas lágrimas, no meio do cortejo fúnebre e até junto do túmulo, obtém que seja devolvido à vida o jovem povo deste mundo. [...]
Porque à palavra de Deus os mortos ressuscitam, reencontram a voz e a mãe recupera o seu filho; ele foi chamado do túmulo, foi arrancado ao sepulcro. Que túmulo é este para vós, senão o vosso mau comportamento? O vosso túmulo é a falta de fé. [...] Desse sepulcro, Cristo vos liberta; saireis do túmulo se escutardes a Palavra de Deus. E, se o vosso pecado for demasiado grave para que o possam lavar as lágrimas da vossa penitência, que intervenham por vós as lágrimas da vossa mãe Igreja. [...] Ela intercede por cada um dos seus filhos, como por outros tantos filhos únicos. Com efeito, ela é plena de compaixão e experimenta uma dor espiritual e materna sempre que vê os seus filhos arrastados para a morte pelo pecado.
Leituras do 10º Domingo do Tempo Comum - 06/06/2010
A Liturgia de hoje mostra que Deus é SENHOR DA VIDA.
Cântico 1Sm 2,1-10 - Os humildes se alegram em Deus - Derrubou do trono os poderosos e elevou os humildes. Encheu de bens os famintos (Lc 1,52-53).
É o Senhor quem dá a morte e dá a vida, *
faz descer à sepultura e faz voltar;
É o Senhor quem faz o pobre e faz o rico, *
é o Senhor quem nos humilha e nos exalta.
===========================================================
Ele VISITA seu povo e o liberta do pecado e do sofrimento.
As Leituras bíblicas ilustram essa verdade:
DUAS VIÚVAS, que perderam seus filhos, foram consoladas por Deus, através da obra salvadora de seus enviados.
Na 1ª Leitura, temos a Viúva de Sarepta: (1Rs 17,17-24)
O Profeta Elias em Sarepta recebe hospedagem na casa de uma viúva. O filho dessa mulher adoece gravemente e morre. Ela se sente duplamente angustiada:
1º pela perda do filho
2º por se considerar culpada da morte.
- Elias toma o menino nos braços, leva-o para o andar superior, onde implora a Deus e lhe comunica novamente a vida.Em seguida, desce e o restitui com vida à mãe.
É a primeira ressurreição encontrada na Bíblia.
- Diante da morte, Elias e a mulher têm atitudes diferentes:
1- Ela perde a esperança, sente-se derrotada e procura um culpado.
2- O profeta, ao invés, acredita no Deus da vida, que não abandona o homem ao poder da morte.
* Diante de uma morte inexplicável, ou de uma desgraça,
ainda hoje, muitos falam de "castigos de Deus" e acham que Deus manda doenças para punir os pecados. Outros recorrem a adivinhos para descobrir o culpado. Quem se comporta assim não tem fé no Deus da Vida.
Deus é bom e quer a vida e a felicidade de todos.
Na 2ª Leitura, São Paulo se defende de acusações recebidas.
O Evangelho, que ele está anunciando, não o aprendeu dos homens, mas o recebeu por revelação do próprio Cristo. (Gl 1,11-19)
No Evangelho, temos a Viúva de Naim. (Lc 7,11-17)
Lucas descreve um grande acontecimento humano: - o encontro da Morte e da Vida.
+ Dois cortejos se aproximam pelos caminhos de Naim.
- Um é formado por Jesus e seus discípulos.
- O outro formado por uma mãe viúva e seus amigos, que levam um féretro para a sepultura.
- Um é precedido por Jesus, o ressuscitado, o vencedor da morte.
- O outro é precedido por um cadáver.
- Um representa a comunidade cristã radiante de alegria junto ao seu "Senhor", que a conduz à vida.
- O outro é símbolo da humanidade que ainda não encontrou Cristo: está a caminho do campo santo e vê a morte como uma derrota irreversível.
+ Os dois cortejos se encontram:
- O "Senhor" se compadece da dor e das lágrimas da mãe viúva (que representa toda a humanidade abatida e desesperada), interrompe a caminhada para a morte e diz:
- para a Mãe: "não chores mais".
- para o Filho: "Levanta-te."
O que ele faz é sinal da presença de Deus:
O pranto torna-se um canto de alegria, os dois grupos se unem num único brado de entusiasmo,
todos glorificam o Senhor, exclamando:
"Um grande profeta surgiu entre nós e Deus VISITOU o seu povo".
* A grande novidade não foi adiar a morte por alguns anos, mas o que o fato encerra: a morte foi vencida...
Jesus é o SENHOR DA VIDA.
Ele não abandona o homem nas garras da morte, mas o ressuscita para que viva para sempre.
+ Esta cena se repete todos os dias:
- Há grandes cortejos cheios de mortos, de mortos que andam e se movem, mas não têm vida:
- É o grande cortejo dos desempregados, dos drogados, dos analfabetos, dos sem-teto, dos terroristas, dos enfermos, dos inválidos...
Cortejo que passa todos os dias ao nosso lado e não nos damos conta.
- Ao encontro dele pode e deve ir outro cortejo, formado de pessoas cheias de vida que acompanham Cristo... comprometidas em responder à morte com a vida.
- Em que cortejo estamos?
- Que resposta damos aos que caminham no cortejo da morte?
Jesus não ficou indiferente diante do sofrimento humano. Fez algo para aliviar. Como seguidores de Cristo, devemos ir ao encontro dos que sofrem. Se não podemos eliminar o sofrimento, podemos ao menos ser solidários. A presença é sempre uma forma de ajudar quem passa por dificuldades...
Diante do milagre, o POVO exclamou: "Um grande profeta surgiu em nosso meio e Deus visitou o seu povo".
Será que poderá contar conosco?
Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 06.06.2010
Enviado por MIGT
Cântico 1Sm 2,1-10 - Os humildes se alegram em Deus - Derrubou do trono os poderosos e elevou os humildes. Encheu de bens os famintos (Lc 1,52-53).
É o Senhor quem dá a morte e dá a vida, *
faz descer à sepultura e faz voltar;
É o Senhor quem faz o pobre e faz o rico, *
é o Senhor quem nos humilha e nos exalta.
===========================================================
Ele VISITA seu povo e o liberta do pecado e do sofrimento.
As Leituras bíblicas ilustram essa verdade:
DUAS VIÚVAS, que perderam seus filhos, foram consoladas por Deus, através da obra salvadora de seus enviados.
Na 1ª Leitura, temos a Viúva de Sarepta: (1Rs 17,17-24)
O Profeta Elias em Sarepta recebe hospedagem na casa de uma viúva. O filho dessa mulher adoece gravemente e morre. Ela se sente duplamente angustiada:
1º pela perda do filho
2º por se considerar culpada da morte.
- Elias toma o menino nos braços, leva-o para o andar superior, onde implora a Deus e lhe comunica novamente a vida.Em seguida, desce e o restitui com vida à mãe.
É a primeira ressurreição encontrada na Bíblia.
- Diante da morte, Elias e a mulher têm atitudes diferentes:
1- Ela perde a esperança, sente-se derrotada e procura um culpado.
2- O profeta, ao invés, acredita no Deus da vida, que não abandona o homem ao poder da morte.
* Diante de uma morte inexplicável, ou de uma desgraça,
ainda hoje, muitos falam de "castigos de Deus" e acham que Deus manda doenças para punir os pecados. Outros recorrem a adivinhos para descobrir o culpado. Quem se comporta assim não tem fé no Deus da Vida.
Deus é bom e quer a vida e a felicidade de todos.
Na 2ª Leitura, São Paulo se defende de acusações recebidas.
O Evangelho, que ele está anunciando, não o aprendeu dos homens, mas o recebeu por revelação do próprio Cristo. (Gl 1,11-19)
No Evangelho, temos a Viúva de Naim. (Lc 7,11-17)
Lucas descreve um grande acontecimento humano: - o encontro da Morte e da Vida.
+ Dois cortejos se aproximam pelos caminhos de Naim.
- Um é formado por Jesus e seus discípulos.
- O outro formado por uma mãe viúva e seus amigos, que levam um féretro para a sepultura.
- Um é precedido por Jesus, o ressuscitado, o vencedor da morte.
- O outro é precedido por um cadáver.
- Um representa a comunidade cristã radiante de alegria junto ao seu "Senhor", que a conduz à vida.
- O outro é símbolo da humanidade que ainda não encontrou Cristo: está a caminho do campo santo e vê a morte como uma derrota irreversível.
+ Os dois cortejos se encontram:
- O "Senhor" se compadece da dor e das lágrimas da mãe viúva (que representa toda a humanidade abatida e desesperada), interrompe a caminhada para a morte e diz:
- para a Mãe: "não chores mais".
- para o Filho: "Levanta-te."
O que ele faz é sinal da presença de Deus:
O pranto torna-se um canto de alegria, os dois grupos se unem num único brado de entusiasmo,
todos glorificam o Senhor, exclamando:
"Um grande profeta surgiu entre nós e Deus VISITOU o seu povo".
* A grande novidade não foi adiar a morte por alguns anos, mas o que o fato encerra: a morte foi vencida...
Jesus é o SENHOR DA VIDA.
Ele não abandona o homem nas garras da morte, mas o ressuscita para que viva para sempre.
+ Esta cena se repete todos os dias:
- Há grandes cortejos cheios de mortos, de mortos que andam e se movem, mas não têm vida:
- É o grande cortejo dos desempregados, dos drogados, dos analfabetos, dos sem-teto, dos terroristas, dos enfermos, dos inválidos...
Cortejo que passa todos os dias ao nosso lado e não nos damos conta.
- Ao encontro dele pode e deve ir outro cortejo, formado de pessoas cheias de vida que acompanham Cristo... comprometidas em responder à morte com a vida.
- Em que cortejo estamos?
- Que resposta damos aos que caminham no cortejo da morte?
Jesus não ficou indiferente diante do sofrimento humano. Fez algo para aliviar. Como seguidores de Cristo, devemos ir ao encontro dos que sofrem. Se não podemos eliminar o sofrimento, podemos ao menos ser solidários. A presença é sempre uma forma de ajudar quem passa por dificuldades...
Diante do milagre, o POVO exclamou: "Um grande profeta surgiu em nosso meio e Deus visitou o seu povo".
Será que poderá contar conosco?
Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 06.06.2010
Enviado por MIGT
31.5.10
Católicos Raios de Luz!
Católico Raios de Luz! Mensagem diária.Bom dia, meu irmão e minha irmã, BOM DIA!Hoje, como discípulo missionário de Jesus, peça perdão ao seu irmão. Quem você feriu? Quem você tratou mal? Peça perdão! vença o orgulho, vença essa dificuldade. Quem pede perdão cresce, amadurece, peça sempre perdão. Jesus nos ensina no Pai nosso: Pai, perdoai as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido...Perdoe e seja perdoado. Bom dia! Hoje é o dia do perdão!Pequenos Raios de Luz!- Os que amam vossa lei, ó Senhor, têm grande paz.- Sirvamos ao Senhor em santidade, enquanto perdurarem nossos dias.- O Senhor lutará contra os teus inimigos.- Confia no Senhor e faze o bem.- No Senhor ponho a minha esperança.- Amai a justiça.- Renovai o vosso espírito e a vossa mentalidade. Revesti o homem novo.(Ef 4,23-24)-Deixemos de lado o que nos pesa e o pecado que nos envolve. - Procurai o Senhor com simplicidade de coração.- Fazei que vossa luz resplandeça sobre nós.- Criai em mim um coração que seja puro, dai-me de novo um espírito decidido!- Tu és o meu refúgio.- Todos os dias haverei de bendizer-vos e contar as vossas grandes maravilhas.- Senhor, tende piedade de nós!- Ouçamos hoje a voz de nosso Deus, para entrarmos no lugar de seu repouso.- Animai-vos uns aos outros, dia após dia, enquanto ainda de disser ¨hoje¨.(Hb 3,13).Com minha Bênção!Pe Wladimir
30.5.10
Salmo 90(91)
Sob a proteção do Altíssimo
Eu vos dei o poder de pisar em cima de cobras e escorpiões (Lc 10,19).
–1 Quem habita ao abrigo do Altíssimo *
e vive à sombra do Senhor onipotente,
–2 diz ao Senhor: 'Sois meu refúgio e proteção, *
sois o meu Deus, no qual confio inteiramente'.
–3 Do caçador e do seu laço ele te livra. *
Ele te salva da palavra que destrói.
–4 Com suas asas haverá de proteger-te, *
com seu escudo e suas armas, defender-te.
–5 Não temerás terror algum durante a noite, *
nem a flecha disparada em pleno dia;
–6 nem a peste que caminha pelo escuro, *
nem a desgraça que devasta ao meio-dia;
=7 Podem cair muitos milhares a teu lado, †
podem cair até dez mil à tua direita: *
nenhum mal há de chegar perto de ti.
–8 Os teus olhos haverão de contemplar *
o castigo infligido aos pecadores;
–9 pois fizeste do Senhor o teu refúgio, *
e no Altíssimo encontraste o teu abrigo.
–10 Nenhum mal há de chegar perto de ti, *
nem a desgraça baterá à tua porta;
–11 pois o Senhor deu uma ordem a seus anjos *
para em todos os caminhos te guardarem.
–12 Haverão de te levar em suas mãos, *
para o teu pé não se ferir nalguma pedra.
–13 Passarás por sobre cobras e serpentes, *
pisarás sobre leões e outras feras.
–14 'Porque a mim se confiou, hei de livrá-lo *
e protegê-lo, pois meu nome ele conhece.
–15 Ao invocar-me hei de ouvi-lo e atendê-lo, *
e a seu lado eu estarei em suas dores.
= Hei de livrá-lo e de glória coroá-lo, †
16 vou conceder-lhe vida longa e dias plenos, *
e vou mostrar-lhe minha graça e salvação'.
Eu vos dei o poder de pisar em cima de cobras e escorpiões (Lc 10,19).
–1 Quem habita ao abrigo do Altíssimo *
e vive à sombra do Senhor onipotente,
–2 diz ao Senhor: 'Sois meu refúgio e proteção, *
sois o meu Deus, no qual confio inteiramente'.
–3 Do caçador e do seu laço ele te livra. *
Ele te salva da palavra que destrói.
–4 Com suas asas haverá de proteger-te, *
com seu escudo e suas armas, defender-te.
–5 Não temerás terror algum durante a noite, *
nem a flecha disparada em pleno dia;
–6 nem a peste que caminha pelo escuro, *
nem a desgraça que devasta ao meio-dia;
=7 Podem cair muitos milhares a teu lado, †
podem cair até dez mil à tua direita: *
nenhum mal há de chegar perto de ti.
–8 Os teus olhos haverão de contemplar *
o castigo infligido aos pecadores;
–9 pois fizeste do Senhor o teu refúgio, *
e no Altíssimo encontraste o teu abrigo.
–10 Nenhum mal há de chegar perto de ti, *
nem a desgraça baterá à tua porta;
–11 pois o Senhor deu uma ordem a seus anjos *
para em todos os caminhos te guardarem.
–12 Haverão de te levar em suas mãos, *
para o teu pé não se ferir nalguma pedra.
–13 Passarás por sobre cobras e serpentes, *
pisarás sobre leões e outras feras.
–14 'Porque a mim se confiou, hei de livrá-lo *
e protegê-lo, pois meu nome ele conhece.
–15 Ao invocar-me hei de ouvi-lo e atendê-lo, *
e a seu lado eu estarei em suas dores.
= Hei de livrá-lo e de glória coroá-lo, †
16 vou conceder-lhe vida longa e dias plenos, *
e vou mostrar-lhe minha graça e salvação'.
Como a Bíblia pode iluminar nossa vida
Aprendendo a ler a Bíblia

Como a Bíblia pode iluminar a nossa vida
O que é a Bíblia
A Bíblia é um conjunto de livros escritos durante vários séculos, por várias mãos. A palavra Bíblia, ao pé da letra, significa “livrinhos", plural da palavra grega biblíon ("livrinho") que, por sua vez, é o diminutivo da palavra biblos ("livro"). A palavra "Bíblia" para se referir às Sagradas Escrituras foi usada pela primeira vez por João Crisóstomo, no quarto século depois de Cristo.
Assim, a Bíblia consiste de uma coleção de livros menores, diferentes entre si. Cada um desses livros aborda uma mensagem com a finalidade de iluminar a vida do povo de Deus, de acordo com a realidade da época em que foi escrito. Há, ao todo, 73 livros, escritos de diversos modos: história, poesia, hinos, cartas e outros escritos, conforme a mensagem a ser comunicada.
Os 73 livros que se encontram na Bíblia cristã dividem-se em duas partes: Antigo e Novo Testamento. A palavra "testamento" vem da tradução grega para a palavra hebraica berit, que significa "aliança", "pacto". Logo, as duas grandes partes da Bíblia referem-se à Antiga e à Nova Aliança entre Deus e o seu povo.
Diferença entre a Bíblia dos católicos e a dos protestantes.
As Bíblias protestantes não trazem sete livros: Judite, Tobias, 1º Macabeus, 2º Macabeus, Baruc, Eclesiástico e Sabedoria, além de Ester 10,4-16,24 e Daniel 13-14. Estes livros foram considerados inspirados num segundo momento, quando a Bíblia hebraica já estava bem formada, e entraram no conjunto dos textos sagrados somente quando a Bíblia hebraica foi traduzida para o grego, na tradução da Setenta, por volta do ano 250 antes de Cristo. Como os protestantes aceitam somente a Bíblia hebraica como inspirada, estes textos ficaram de fora. Já os católicos aceitam a Bíblia grega e, portanto, os sete livros acima, escritos em grego, foram considerados sagrados. Hoje, porém, algumas Bíblias protestantes trazem também estes livros, que são conhecidos como "deuterocanônicos".
ANTIGO TESTAMENTO
Pentateuco (a Lei) - Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio
Os cinco primeiros livros da Bíblia formam o Pentateuco. Pentateuco é uma palavra grega que significa "cinco livros". Foram escritos ao longo de 500 anos e falam da criação do mundo e da Aliança que Deus fez com o povo hebreu.
Livros históricos - - Josué, Juízes, Rute, 1 e 2 Samuel, 1 e 2 Reis, 1 e 2 Crônicas, Esdras, Neemias, Tobias, Judite, Ester, 1 e 2 Macabeus
Os livros históricos formam a maior parte do Antigo Testamento. Contam a história desde a entrada na Terra Prometida até pouco antes do nascimento de Jesus. São divididos em três grupos:
a) Josué, Juízes, 1 e 2 Samuel, 1 e 2 Reis:
procuram mostrar que o importante na caminhada do povo é a fidelidade à Aliança com Deus. Quando as lideranças e o povo são fiéis à Aliança, recebem a bênção; quando há desrespeito ao pacto, caem em desgraça.
b) 1 e 2 Crônicas, Esdras, Neemias, 1 e 2 Macabeus:
escritos após o exílio na Babilônia, contam a história de modo a orientar o povo na reconstrução para organização e sobrevivência diante do poder estrangeiro.
c) Rute, Tobias, Judite, Ester:
apresentam situações vividas pelos judeus na Palestina ou no estrangeiro, com a finalidade de iluminar o povo. Não são acontecimentos históricos. São histórias inventadas a partir de situações reais e concretas do povo.
Livros sapienciais e poéticos - - Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, Cântico dos Cânticos, Sabedoria, Eclesiástico
Nestes livros, temos a sabedoria e a espiritualidade do povo de Deus. Os livros de sabedoria são cinco: Jó, Provérbios, Eclesiastes, Sabedoria e Eclesiástico. Os livros de poesia são dois: Salmos e Cântico dos Cânticos.
Livros proféticos - Isaías, Jeremias, Lamentações, Baruc, Ezequiel, Daniel, Oséias, Joel, Amós, Abdias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuc, Sofonias, Ageu, Zacarias, Malaquias
Os livros proféticos são tradicionalmente divididos em dois grupos: os profetas maiores e os menores, de acordo simplesmente com o tamanho dos livros. Os quatro maiores são Isaías, Jeremias, Ezequiel e Daniel. Profetas foram aqueles que, ao longo da história, convocaram as lideranças e o povo para a conversão ou volta ao projeto de Deus, denunciaram situações injustas e alertaram para o julgamento de Deus. Anunciam a esperança, encorajam o povo a reconstruir sua própria história.
NOVO TESTAMENTO
Evangelhos - - Mateus, Marcos, Lucas, João
A palavra "evangelho" quer dizer "boa notícia". Cada um dos quatro evangelhos narra a boa notícia de Jesus, sua vida e missão, desde o nascimento até a paixão, morte e ressurreição. Foram escritos entre 30 e 70 anos depois da morte e ressurreição de Jesus, a partir das histórias que as comunidades recordavam e transmitiam de boca em boca. Os Evangelhos foram escritos não para mostrar os fatos históricos exatamente como aconteceram, e sim como um meio de se manter viva a lembrança das ações e das palavras de Jesus, para que continuassem iluminando sempre a vida do povo.
Atos dos Apóstolos
O evangelho de Lucas e os Atos dos Apóstolos formam uma só obra. O evangelho de Lucas apresenta o caminho de Jesus, da Galiléia a Jerusalém. Os Atos dos Apóstolos mostra o caminho das primeiras comunidades cristãs, ou seja, dos discípulos de Jesus, de Jerusalém a Roma.
Cartas - - Romanos, 1 e 2 Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, 1 e 2 Tessalonicenses, 1 e 2 Timóteo, Tito, Filemon, Hebreus, Tiago, 1 e 2 Pedro, 1 a 3 João, Judas
As cartas encontradas no Novo Testamento são divididas em dois grandes grupos: as cartas de Paulo e as cartas católicas. As cartas de Paulo visam responder a situações concretas e resolver problemas específicos das várias comunidades que o apóstolo acompanhava. As sete cartas católicas, ou universais, foram escritas para toda a Igreja, e não para pessoas ou comunidades em particular. Essas cartas são: uma de Tiago, duas de Pedro, três de João e uma de Judas.
Apocalipse
O Apocalipse de João foi escrito para iluminar a vida das comunidades que enfrentavam a perseguição no final do primeiro século depois de Cristo. Nesse livro, há muitas imagens e símbolos do Antigo Testamento que para nós muitas vezes dificultam a compreensão, mas eram familiares ao povo da Bíblia. A palavra apocalipse não quer dizer previsão sobre o futuro, mas revelação. No Apocalipse encontramos a revelação do próprio Jesus Ressuscitado.
Abreviaturas e citações
Para facilitar as citações em geral, os livros da Bíblia foram divididos em capítulos e os capítulos em versículos (pequenos versos). Existem várias traduções da Bíblia no Brasil, e por isso, o modo mais prático de citar um texto não é pelo número da página, e sim pelo livro, seguido do capítulo e do versículo. Cada livro é citado usando-se uma abreviatura. A lista a seguir apresenta as abreviaturas dos livros bíblicos por ordem alfabética:
Fonte: http://www.basilicadocarmocampinas.org.br/biblia.htm
9.5.10
OS SETE PECADOS - PARTE 1
OS 7 PECADOS CAPITAIS
A. Boulenger
A. Boulenger
(Doutrina Católica – Manual de Instrução Religiosa – Moral)
Vocábulos
1º. Pecados capitais. 1º. O termo pecado tem, nesta lição, duplo sentido. Significa:
a) vício, quando se consideram a soberba, a avareza, a luxúria, etc., como maus hábitos que levam ao pecado;
b) pecado atual, quando se trata de um ato transitório, seja ele causado por uma disposição habitual ou não. Assim muitos cometerão o pecado de orgulho, sem ter o vício de soberba.
a) vício, quando se consideram a soberba, a avareza, a luxúria, etc., como maus hábitos que levam ao pecado;
b) pecado atual, quando se trata de um ato transitório, seja ele causado por uma disposição habitual ou não. Assim muitos cometerão o pecado de orgulho, sem ter o vício de soberba.
2º. Capitais (do latim "caput": cabeça, fonte). De acordo com a própria etimologia da palavra, esses pecados tem tal nome:
a) porque podem ser pecados gravíssimos, dignos da pena de morte;
b) porque, nos primeiros séculos da Igreja, eram equiparados a outros muito graves, como a idolatria, o homicídio, o adultério, e condenados a uma penitência pública;
c) porque são origem, fonte de vários outros, ainda que não sejam necessariamente e sempre, pecados mortais.
OS 15 MISTÉRIOS DO SANTO ROSÁRIO
OS 15 MISTÉRIOS DO SANTO ROSÁRIO
Para rezar o Rosário:
Inicia-se com o sinal da Cruz; ato de contrição (pedido de perdão a Deus), uma invocação ao Divino Espírito Santo (Vinde Espírito Santo... coloca-se as intenções por quem que é oferecido); reza-se o Creio...; 1 Pai Nosso 3 Ave-Marias e 1 Glória ao Pai...; anuncia-se o Mistério e segue com 1 Pai Nosso e 10 Ave-Marias em cada, até completar os 15 Mistérios; termina com uma Salve Rainha.
No final de cada Mistério reza-se a Jaculatória ensinada por N.Senhora em Fátima, (Ó Meu Bom Jesus Perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente as que mais precisarem.)
A reza de cada dez Ave-Marias está acompanhada pela meditação do mistério respectivo.
Mistérios Gozosos
Segundas e Quintas
Primeiro Mistério Gozoso: A Anunciação do Anjo Gabriel à Maria. (São Lucas 1:28)
Segundo Mistério Gozoso: A Visita de Maria à sua prima Isabel. (São Lucas 1:41,42)
Terceiro Mistério Gozoso: O Nascimento de Jesus (São Lucas 2:7)
Quarto Mistério Gozoso: A Apresentação do Menino Jesus no templo (São Lucas 2:22-23)
Quinto Mistério Gozoso: O Encontro de Jesus no templo (São Lucas 2:46)
Mistérios Dolorosos
Terças e Sextas
Primeiro Mistério Doloroso: A Oração de Jesus no Horto (São Lucas 22:43-44)
Segundo Mistério Doloroso: A Flagelação de Jesus Cristo (São João 19:1)
Terceiro Mistério Doloroso: A Coroação de Espinhos (São Mateus 27:28-29)
Quarto Mistério Doloroso: Jesus Cristo leva a Cruz (São João19:17)
Quinto Mistério Doloroso: A Crucificação e Morte de N.S.J.C. (São Lucas 23:46)
Mistérios Gloriosos
Quartas, Sábados, e Domingos
Primeiro Mistério Glorioso: A Ressurreição de N.S.J.C, (São Marcos 16:6)
Segundo Mistério Glorioso: A Ascensão de Jesus Cristo ao Céu. (São Marcos 16:19)
Terceiro Mistério Glorioso: A Vinda do Divino Espírito Santo (Atos dos Apóstolos 2:4)
Quarto Mistério Glorioso: A Assunção da Virgem Maria (Judite 15:10-11)
Quinto Mistério Glorioso: A Coroação de Maria Santíssima (Apocalipse 12:1)
Para rezar o Rosário:
Inicia-se com o sinal da Cruz; ato de contrição (pedido de perdão a Deus), uma invocação ao Divino Espírito Santo (Vinde Espírito Santo... coloca-se as intenções por quem que é oferecido); reza-se o Creio...; 1 Pai Nosso 3 Ave-Marias e 1 Glória ao Pai...; anuncia-se o Mistério e segue com 1 Pai Nosso e 10 Ave-Marias em cada, até completar os 15 Mistérios; termina com uma Salve Rainha.
No final de cada Mistério reza-se a Jaculatória ensinada por N.Senhora em Fátima, (Ó Meu Bom Jesus Perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente as que mais precisarem.)
A reza de cada dez Ave-Marias está acompanhada pela meditação do mistério respectivo.
Mistérios Gozosos
Segundas e Quintas
Primeiro Mistério Gozoso: A Anunciação do Anjo Gabriel à Maria. (São Lucas 1:28)
Segundo Mistério Gozoso: A Visita de Maria à sua prima Isabel. (São Lucas 1:41,42)
Terceiro Mistério Gozoso: O Nascimento de Jesus (São Lucas 2:7)
Quarto Mistério Gozoso: A Apresentação do Menino Jesus no templo (São Lucas 2:22-23)
Quinto Mistério Gozoso: O Encontro de Jesus no templo (São Lucas 2:46)
Mistérios Dolorosos
Terças e Sextas
Primeiro Mistério Doloroso: A Oração de Jesus no Horto (São Lucas 22:43-44)
Segundo Mistério Doloroso: A Flagelação de Jesus Cristo (São João 19:1)
Terceiro Mistério Doloroso: A Coroação de Espinhos (São Mateus 27:28-29)
Quarto Mistério Doloroso: Jesus Cristo leva a Cruz (São João19:17)
Quinto Mistério Doloroso: A Crucificação e Morte de N.S.J.C. (São Lucas 23:46)
Mistérios Gloriosos
Quartas, Sábados, e Domingos
Primeiro Mistério Glorioso: A Ressurreição de N.S.J.C, (São Marcos 16:6)
Segundo Mistério Glorioso: A Ascensão de Jesus Cristo ao Céu. (São Marcos 16:19)
Terceiro Mistério Glorioso: A Vinda do Divino Espírito Santo (Atos dos Apóstolos 2:4)
Quarto Mistério Glorioso: A Assunção da Virgem Maria (Judite 15:10-11)
Quinto Mistério Glorioso: A Coroação de Maria Santíssima (Apocalipse 12:1)
A origem de todos os pecados e de todos os males - 1 João 2:16
QUAL É A RAIZ DE TODOS OS PECADOS E TODOS OS MALES ?
O ser humano busca aquilo que ama!!!
Esta é uma grande verdade, porém existe o perigo de que este amor seja desordenados e fora dos limites estabelecidos por Deus.
O "o excesso deste amor desordenado boas trazem resultados ruins e pecaminosos" e os que se entregam a estes excessos envenenam-se e traem a si mesmos, a Deus e ao próximo.
O texto de 1João 2:16 traz, com muita precisão os três tipos de desejos que são a raiz de todos os pecados e todos os males:
- A concupiscência da carne
Concupiscência da carne é marcada por práticas desvirtuadas em busca de satisfação do apetite sexual. São as imoralidades de toda espécie de perversões que se possa imaginar.
Uma vida realmente desregrada, sem limites. O indivíduo passa a ser escravo de si mesmo. É como se houvesse um monstro dentro dele, mais forte do que ele, convencendo-o constantemente a continuar satisfazendo seus apetites carnais que não possuem fronteiras.Os prejuízos são enormes, além da perda da reputação, do pudor e do caráter, perde-se a salvação, a presença do Espírito Santo que deve habitar no homem. Enfim, é um pecado que conduz a alma para o inferno, Rm 8: 8; Rm13: 14 e Ap 21: 8.
2. A concupiscência dos olhos
Concupiscência dos olhos é desejo intenso de aquisição de bens materiais, de desfrutar do gozo material. É o desejo de possuir, desejo de adquirir coisas, de acumular. Surge mediante a contemplação das vantagens terrenas, como riquezas, famas e prazeres. O indivíduo corre desenfreadamente atrás daquilo que ele não trouxe para este mundo, 1Tm 6: 7.
Este desejo é também conhecido como "avareza". O avarento se apega demasiadamente às coisas materiais, esquecendo-se de Deus. Seus olhos não vêem o vertical, de onde vem sua redenção; somente vêem o horizontal, o mundo e as coisas que nele há.
O primeiro grande mandamento é "Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o teu coração...", Mc 12: 30. Quem deseja possuir, adquirir desta forma os bens desta vida está incapacitado de amar a Deus. Os seus olhos estão saturados, voltados tão somente para os elementos materiais, a riqueza, a economia, de tal forma que não conseguem mais ver Deus em seu caminho, 1Tm 6: 10.
A cura para este
3. O Orgulho das riquezas (soberba da vida)
O orgulho e a soberba são o desejo de posição. É querer estar acima de todos. Este é um dos piores e mais demorado de todos os males a morrer no homem: o orgulho, o egoísmo. O indivíduo torna-se "deus" de si mesmo. Tudo que faz é só para se promover, para que seu ego seja massageado através dos elogios, dos parabéns, dos cargos que possui, das funções que exerce, da formação que tem, etc. Se tudo é necessário, mas se não for bem administrado pode ser um veneno mortífero para aqueles que almejam posições.
Há quem diga que "o poder pode embriagar". De fato, isso pode ocorrer, se não for canalizado de forma correta. Uma grande virtude em nossas vidas é "quando sentimos que somos o maior de todos os pecadores e o menor de todos os santos".
A cura para este mal é termos o próximo sempre como superior a nós.
Que Deus nos salve de nós mesmos e que nossos desejos sejam controlados pelo Espírito Santo.
1ª JO 2.1.17 - O mundo passa com as suas concupiscências, mas quem cumpre a vontade de Deus permanece eternamente.
5.4.10
Pensamentos
VERSÍCULO:
Os chefes dos sacerdotes e todo o Sinédrio estavam procurando um
depoimento falso contra Jesus, para que pudessem condená-lo à
morte. Mas nada encontraram, embora se apresentassem muitas falsas
testemunhas.Finalmente se apresentaram duas que declararam: “Este
homem disse: ‘Sou capaz de destruir o santuário de Deus e
reconstruí-lo em três dias’ ”. Então o sumo sacerdote levantou-se e
disse a Jesus: “Você não vai responder à acusação que estes lhe
fazem?” Mas Jesus permaneceu em silêncio. O sumo sacerdote lhe
disse: “Exijo que você jure pelo Deus vivo: se você é o Cristo, o
Filho de Deus, diga-nos”.
-- Mateus 26:59-63
PENSAMENTO:
Aquele que um dia irá nos defender perante o maior tribunal do
universo ficou mudo na sua própria defesa. Em cada confronto antes,
Jesus havia confundido seus adversários e revelado todos os erros
deles. Agora, Jesus tinha que deixá-los prevalecer. Acharam que
ganharam o dia, quando na verdade, com cada palavra se
auto-incriminaram na pior paródia de justiça já vista. Ao contrário
de todo o falatório dos homens, o silêncio de Jesus diz muito sobre
quem ele realmente é, até onde ele está disposto a ir por amor a
nós.
ORAÇÃO:
Meu Senhor, perdoe-me por tantas palavras injustas e tolas que
tenho proferido. Tantas vezes, mesmo defendendo o que eu pensava
ser a justiça, eu deveria ter guardado silêncio. Ajude-me, Pai, a
ser como Jesus, buscando sempre, acima de tudo, o seu Reino e a sua
justiça. Em nome de Jesus eu oro. Amém.
Os chefes dos sacerdotes e todo o Sinédrio estavam procurando um
depoimento falso contra Jesus, para que pudessem condená-lo à
morte. Mas nada encontraram, embora se apresentassem muitas falsas
testemunhas.Finalmente se apresentaram duas que declararam: “Este
homem disse: ‘Sou capaz de destruir o santuário de Deus e
reconstruí-lo em três dias’ ”. Então o sumo sacerdote levantou-se e
disse a Jesus: “Você não vai responder à acusação que estes lhe
fazem?” Mas Jesus permaneceu em silêncio. O sumo sacerdote lhe
disse: “Exijo que você jure pelo Deus vivo: se você é o Cristo, o
Filho de Deus, diga-nos”.
-- Mateus 26:59-63
PENSAMENTO:
Aquele que um dia irá nos defender perante o maior tribunal do
universo ficou mudo na sua própria defesa. Em cada confronto antes,
Jesus havia confundido seus adversários e revelado todos os erros
deles. Agora, Jesus tinha que deixá-los prevalecer. Acharam que
ganharam o dia, quando na verdade, com cada palavra se
auto-incriminaram na pior paródia de justiça já vista. Ao contrário
de todo o falatório dos homens, o silêncio de Jesus diz muito sobre
quem ele realmente é, até onde ele está disposto a ir por amor a
nós.
ORAÇÃO:
Meu Senhor, perdoe-me por tantas palavras injustas e tolas que
tenho proferido. Tantas vezes, mesmo defendendo o que eu pensava
ser a justiça, eu deveria ter guardado silêncio. Ajude-me, Pai, a
ser como Jesus, buscando sempre, acima de tudo, o seu Reino e a sua
justiça. Em nome de Jesus eu oro. Amém.
1.3.10
Humildade x Orgulho
Essa palavra é muito usada, mas nem todas as pessoas conseguem entender o seu verdadeiro significado.
O termo humildade vem de húmus, palavra de origem latina que quer dizer terra fértil, rica em nutrientes e preparada para receber a semente.
Assim, uma pessoa humilde está sempre disposta a aprender e deixar brotar no solo fértil da sua alma, a boa semente.
A verdadeira humildade é firme, segura, sóbria, e jamais compartilha com a hipocrisia ou com a pieguice.
A humildade é a mais nobre de todas as virtudes pois somente ela predispõe o seu portador, à sabedoria real.
O contrário de humildade é orgulho, porque o orgulhoso nega tudo o que a humildade defende.
O orgulhoso é soberbo, julga-se superior e esconde-se por trás da falsa humildade ou da tola vaidade.
Alguns exemplos talvez tornem mais claras as nossas reflexões.
Quando, por exemplo, uma pessoa humilde comete um erro, diz: "eu me equivoquei", pois sua intenção é de aprender, de crescer. Mas quando uma pessoa orgulhosa comete um erro, diz: "não foi minha culpa", porque se acha acima de qualquer suspeita.
A pessoa humilde trabalha mais que a orgulhosa e por essa razão tem mais tempo.
Uma pessoa orgulhosa está sempre "muito ocupada" para fazer o que é necessário. A pessoa humilde enfrenta qualquer dificuldade e sempre vence os problemas.
A pessoa orgulhosa dá desculpas, mas não dá conta das suas obrigações e pendências. Uma pessoa humilde se compromete e realiza.
Uma pessoa orgulhosa se acha perfeita. A pessoa humilde diz: "eu sou bom, porém não tão bom como eu gostaria de ser".
A pessoa humilde respeita aqueles que lhe são superiores e trata de aprender algo com todos. A orgulhosa resiste àqueles que lhe são superiores e trata de pôr-lhes defeitos.
O humilde sempre faz algo mais, além da sua obrigação. O orgulhoso não colabora, e sempre diz: "eu faço o meu trabalho".
Uma pessoa humilde diz: "deve haver uma maneira melhor para fazer isto, e eu vou descobrir". A pessoa orgulhosa afirma: "sempre fiz assim e não vou mudar meu estilo".
A pessoa humilde compartilha suas experiências com colegas e amigos, o orgulhoso as guarda para si mesmo, porque teme a concorrência.
A pessoa orgulhosa não aceita críticas, a humilde está sempre disposta a ouvir todas as opiniões e a reter as melhores.
Quem é humilde cresce sempre, quem é orgulhoso fica estagnado, iludido na falsa posição de superioridade.
O orgulhoso se diz céptico, por achar que não pode haver nada no universo que ele desconheça, o humilde reverencia ao criador, todos os dias, porque sabe que há muitas verdades que ainda desconhece.
Uma pessoa humilde defende as idéias que julga nobres, sem se importar de quem elas venham. A pessoa orgulhosa defende sempre suas idéias, não porque acredite nelas, mas porque são suas.
Enfim, como se pode perceber, o orgulho é grilhão que impede a evolução das criaturas, a humildade é chave que abre as portas da perfeição.
Você sabe por quê o mar é tão grande? Tão imenso? Tão poderoso?
É porque foi humilde o bastante para colocar-se alguns centímetros abaixo de todos os rios.
Sabendo receber, tornou-se grande. Se quisesse ser o primeiro, se quisesse ficar acima de todos os rios, não seria mar, seria uma ilha. E certamente estaria isolado.
17.2.10
ESTUDO DOS SALMOS - SALMO 2
Salmo 2 e o Reino Messiânico
1 Por que se enfurecem os gentios e os povos imaginam coisas vãs?Este é um dos salmos mais citados no Novo Testamento e em todas as citações ele é aplicado a pessoa de Cristo.
2 Os reis da terra se levantam, e os príncipes conspiram contra o SENHOR e contra o seu Ungido, dizendo:
3 Rompamos os seus laços e sacudamos de nós as suas algemas.
4 Ri-se aquele que habita nos céus; o Senhor zomba deles.
5 Na sua ira, a seu tempo, lhes há de falar e no seu furor os confundirá.
6 Eu, porém, constituí o meu Rei sobre o meu santo monte Sião.
7 Proclamarei o decreto do SENHOR: Ele me disse: Tu és meu Filho, eu, hoje, te gerei.
8 Pede-me, e eu te darei as nações por herança e as extremidades da terra por tua possessão.
9 Com vara de ferro as regerás e as despedaçarás como um vaso de oleiro.
10 Agora, pois, ó reis, sede prudentes; deixai-vos advertir, juízes da terra.
11 Servi ao SENHOR com temor e alegrai-vos nele com tremor.
12 Beijai o Filho para que se não irrite, e não pereçais no caminho; porque dentro em pouco se lhe inflamará a ira. Bem-aventurados todos os que nele se refugiam.
Não se sabe ao certo em que circunstâncias este Salmo foi escrito. Alguns intérpretes afirmam que Davi o escreveu quando os filisteus o atacaram (2 Samuel 5). De qualquer maneira Davi começa se referindo ao reino terrestre e, profeticamente alarga seu pensamento ao reinado do Messias.
O salmo apresenta a terra como palco de uma rebelião de reis contra o Ungido de Deus. Estes reis estão sob domínio de Cristo, o Rei dos reis. Se olharmos para o passado histórico da humanidade, não temos o Jesus de Nazaré na condição de Rei sobre reis, o que demonstra por sí só que esta profecia ainda está por cumprir.
Também não há paralelo na história de que o Ungido de Deus descrito neste salmo seja Davi ou Salomão, visto que, o reinado destes dois grandes reis de Israel não alcançou a dimensão aqui descrita.
Este salmo também chama a atenção pela narrativa: o salmista escreve na condição do próprio ungido de Deus E apresenta um quadro futurista que ainda não se cumpriu. A forma de registro deste salmo auxilia na memorização, mas a qualidade de cântico não suplanta a profética.
Em contraste com a fraqueza dos homens, este Salmo destaca o poder do Cristo que viria. Deus fala sobre a coroação do Messias como um fato já realizado (6). Mesmo revelando estas palavras mil anos antes da vinda de Jesus, ele usou o pretérito (constituí o meu Rei) para mostrar a certeza do cumprimento da profecia.
Este salmo também chama a atenção pela narrativa: o salmista escreve na condição do próprio ungido de Deus E apresenta um quadro futurista que ainda não se cumpriu. A forma de registro deste salmo auxilia na memorização, mas a qualidade de cântico não suplanta a profética.
Em contraste com a fraqueza dos homens, este Salmo destaca o poder do Cristo que viria. Deus fala sobre a coroação do Messias como um fato já realizado (6). Mesmo revelando estas palavras mil anos antes da vinda de Jesus, ele usou o pretérito (constituí o meu Rei) para mostrar a certeza do cumprimento da profecia.
ANÁLISE ESTRUTURAL
1. Os primeiros três versículos dizem respeito a reclamação da humanidade em geral, contra o Senhor, o Ungido.
Por que se enfurecem os gentios e os povos imaginam coisas vãs? Os reis da terra se levantam, e os príncipes conspiram contra o SENHOR e contra o seu Ungido, dizendo:
Por que se enfurecem os gentios e os povos imaginam coisas vãs? Os reis da terra se levantam, e os príncipes conspiram contra o SENHOR e contra o seu Ungido, dizendo:
- Rompamos os seus laços e sacudamos de nós as suas algemas. (vv 1-3).
- Os primeiros versículos deste Salmo mostram a rebeldia dos povos e dos líderes humanos.
- Os gentios ou povos são aqueles que não se submetem a Deus.
- Seus príncipes e líderes se exaltam contra o Senhor e contra o seu Ungido (o significado das palavras Messias e Cristo). Em Atos 4:25-27, os cristãos em Jerusalém entenderam a aplicação desta profecia às perseguições que sofriam.
- Quando lembraram do Salmo 2, acharam conforto e confiança em suas palavras de vitória.
- O versículo 3 descreve muito bem a atitude dos homens rebeldes. Ao invés de receber o evangelho como uma mensagem de libertação, eles enxergam apenas as limitações postas na vida dos justos.
- Consideram a palavra de Deus algemas e laços a serem rompidos. Muitas pessoas continuam com a mesma opinião da palavra de Deus.
- Olham para a Bíblia como um livro de restrições que estraga o prazer da vida. Não entendem que seu próprio pecado é escravizador (2 Pedro 2:17-22). A perspectiva dos justos é totalmente oposta (veja Salmo 1:2).
2. Os versículos quatro e cinco mostram a reação do Senhor à decisão dos povos de quererem se livrar de Deus:
- Ri-se aquele que habita nos céus; o Senhor zomba deles. Na sua ira, a seu tempo, lhes há de falar e no seu furor os confundirá.
- Quando os inimigos de Deus atacam com toda a sua força, ele zomba deles (4). Um Deus que vê as nações como uma gota de água num balde (Isaías 40:15) não teme a força humana. O mais forte dos reis do mundo não passa de uma criatura minúscula (Daniel 4:32). Deus ri e confunde os homens que se exaltam (4-5).
3. Os versículos seis a nove falam do reino de Jesus Cristo:
- Eu, porém, constituí o meu Rei sobre o meu santo monte Sião.
- Proclamarei o decreto do SENHOR: Ele me disse: Tu és meu Filho, eu, hoje, te gerei.
- Pede-me, e eu te darei as nações por herança e as extremidades da terra por tua possessão.
- Com vara de ferro as regerás e as despedaçarás como um vaso de oleiro. A proclamação do versículo 7 não fala de criação, nem do nascimento de Jesus.
- O contexto já definiu o assunto do estabelecimento do reino do Messias.
- Citações no Novo Testamento (Atos 13:33; Hebreus 1:5 e 5:5) claramente aplicam este versículo à ressurreição e à ascensão do Cristo à sua posição de domínio no céu.
- Ele venceu a morte e tomou seu lugar como sumo sacerdote eterno no Santo dos Santos (veja Hebreus 9:12).
4. Nos versículo dez e onze, novamente o que dizem os homens:
Agora, pois, ó reis, sede prudentes; deixai-vos advertir, juízes da terra. Servi ao
SENHOR com temor e alegrai-vos nele com tremor.
5. Finalmente, no versículo 121 o Filho aparece novamente trazendo juízo:
Beijai o Filho para que se não irrite, e não pereçais no caminho; porque dentro em
pouco se lhe inflamará a ira. Bem-aventurados todos os que nele se refugiam.
Origem:
http://www.estudosdabiblia.net/200231.htm
http://www.pastorjoao.com.br/devocionais/salmo_2.htm
15.2.10
ESTUDO DOS SALMOS - SALMO 1
A VERDADEIRA FELICIDADE
1 – Bem-aventurados são aqueles que não se deixam levar pelos conselhos dos maus,
que não seguem o exemplo dos que não querem saber de Deus e que não se juntam com os que zombam de tudo o que é sagrado!
2 – Pelo contrário, o prazer deles está na lei do Senhor, e nessa lei eles meditam dia e noite.
3 – Essas pessoas são como árvores que crescem na beira do riacho; elas dão frutas no tempo certo, e as suas folhas não murcham. Assim também tudo o que estas pessoas fazem dá certo.
4 – O mesmo não acontece com os maus; eles são como a palha que o vento leva.
5 – No dia do Juízo eles serão condenados e ficarão separados dos que obedecem a Deus.
6 – Pois o Senhor dirige e abençoa a vida daqueles que lhe obedecem, porém o fim dos maus são a desgraça e a morte
.......................................... .........................................................................
v.1 – Bem-aventurado significa ser feliz. O segredo para ser feliz é este: não se deixar levar pelas más companhias;
não seguir pessoas que não querem saber de Deus; não se associar com zombadores que desfazem ou distorcem a palavra de Deus.
Pois eles te afastam de Deus e te levam prá baixo.
v.2 – Onde está o seu prazer?
Na(o) namorada(o)? nos amigos? nos bens de consumo? no dinheiro? na posição social?
O seu prazer pode se transformar em decepção e dor porque:
• Pessoas são carentes e carência não é amor e sim falta de amor, inclusive nela própria. E ninguém dá o que não tem. Só amamos de verdade quando amamos em primeiro lugar, "aquele que é a fonte do amor: Deus" (1 Jo 4.16)
• Pessoas falham e geralmente buscam seus próprios interesses.
Os amigos se afastam quando estamos na pior.
• Os bens de consumo, o dinheiro, posição social são coisas transitórias e efêmeras. Essa felicidade é vazia e tem prazo curto de validade.
O prazer das pessoas bem-aventuradas está na lei do Senhor e nela meditam dia e noite, pois Deus fala conosco através da sua Palavra.
v.3 – As pessoas bem-aventuradas são como árvores frondosas e frutíferas.
• porque estão plantadas junto à fonte da fertilidade espiritual: as raízes escondidas, recebem ocultamente o alimento que vai aparecer abertamente em frutos abundantes no seu devido tempo e suas folhas
não murcham porque a esperança e a fé sustentam e fortificam essas pessoas, pois sua confiança está em Deus (Sl 56.11).
• A figura da árvore é usada muitas vezes na Bíblia para mostrar como é a vida de uma pessoa.
“É pelos frutos que se conhece a árvore, disse Jesus”. (Mt 17.20)
• O cristão também é representado pelo pinheiro, que é o símbolo do Natal, pois ele é o tipo de árvore que está sempre verde, seja no verão sejano inverno. Enfrenta tanto as baixas temperaturas como as altas, além das secas, pois, ele é sustentado pelas águas do Espírito Santo (Jo 4.13).
Uma pessoa feliz é uma pessoa realizada porque prospera em tudo o que faz, já que Deus abençoa quem faz a vontade Dele.
v. 4, 5 e 6 – Descreve o fim das pessoas que praticam maldades.
O salmista evidencia o contraste entre o bom e o mau e o resultado das nossas escolhas: os dois caminhos – um que leva à perdição e o outro, à salvação – porque a nossa vida é feita de escolhas. Se escolhermos viver
por nós mesmos, seguindo nossa vontade em busca de uma falsa felicidade, temos poucas chances de sermos bem-aventurados pois, estamos sozinhos.
Mas, quando escolhemos seguir a Deus, somos abençoados, mesmo tendo atribulações. O salmista conclui no último versículo:
“O Senhor dirige e abençoa a vida daqueles que lhe obedecem, porém o fim dos maus são a desgraça e a morte .”
Para você conseguir a verdadeira felicidade, tire o que está errado na sua vida, coloque valores corretos e repense as suas crenças.
Creia no Deus da verdade, do amor e da justiça e que deseja se relacionar com você. Jesus disse:
“Não fiquem aflitos. Creiam em Deus e creiam também em mim." (Jo 14.1)
..................................... ................................................................................
Falamos dos Salmos como sendo de Davi. Realmente, ele é considerado o autor principal, visto que setenta e três salmos são atribuídos a ele.
Mas, houve também outros autores além dele, como Moisés, Salomão, Asafe, etc., e cinqüenta que são anônimos, pois não se conhece a autoria deles,
como este Salmo 1. O livro dos Salmos é composto de cento e cinqüenta salmos, classificados pelo assunto como sendo: didáticos ou de instrução, proféticos, imprecatórios, de lamento ou queixa, entre outras classificações.
O Salmo 1 é um salmo didático pois, instrui sobre os dois modos de vida e sua relação com Deus. Não é à toa que ele inicia o saltério.
A linguagem dos Salmos visa mais a alcançar o coração do que a mente.
São citados cento e doze vezes no Novo Testamento e Jesus mesmo recomenda para o procurarmos nos Salmos.Ele disse: “Importava se cumprisse tudo o que de mim está escrito ... nos Salmos.” (Lc 24.44)
O Salmo 1 demonstra o respeito de Deus com o livre-arbítrio do homem
nas suas escolhas, mas adverte sobre as conseqüências desses dois caminhos.
Jesus completa o seu sentido, quando declara:
“Eu sou o caminho, a verdade e a vida.
Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim.” (Jo 14.6)
Origem : http://pt.shvoong.com/humanities/christian-studies/1790667-estudo-dos-salmos-salmo/
EXEGESE DO SALMO 1
Origem: http://davarelohim.blogspot.com/2009/03/salmos-1-uma-exegese.html
1 – Bem-aventurados são aqueles que não se deixam levar pelos conselhos dos maus,
que não seguem o exemplo dos que não querem saber de Deus e que não se juntam com os que zombam de tudo o que é sagrado!
2 – Pelo contrário, o prazer deles está na lei do Senhor, e nessa lei eles meditam dia e noite.
3 – Essas pessoas são como árvores que crescem na beira do riacho; elas dão frutas no tempo certo, e as suas folhas não murcham. Assim também tudo o que estas pessoas fazem dá certo.
4 – O mesmo não acontece com os maus; eles são como a palha que o vento leva.
5 – No dia do Juízo eles serão condenados e ficarão separados dos que obedecem a Deus.
6 – Pois o Senhor dirige e abençoa a vida daqueles que lhe obedecem, porém o fim dos maus são a desgraça e a morte
.......................................... .........................................................................
v.1 – Bem-aventurado significa ser feliz. O segredo para ser feliz é este: não se deixar levar pelas más companhias;
não seguir pessoas que não querem saber de Deus; não se associar com zombadores que desfazem ou distorcem a palavra de Deus.
Pois eles te afastam de Deus e te levam prá baixo.
v.2 – Onde está o seu prazer?
Na(o) namorada(o)? nos amigos? nos bens de consumo? no dinheiro? na posição social?
O seu prazer pode se transformar em decepção e dor porque:
• Pessoas são carentes e carência não é amor e sim falta de amor, inclusive nela própria. E ninguém dá o que não tem. Só amamos de verdade quando amamos em primeiro lugar, "aquele que é a fonte do amor: Deus" (1 Jo 4.16)
• Pessoas falham e geralmente buscam seus próprios interesses.
Os amigos se afastam quando estamos na pior.
• Os bens de consumo, o dinheiro, posição social são coisas transitórias e efêmeras. Essa felicidade é vazia e tem prazo curto de validade.
O prazer das pessoas bem-aventuradas está na lei do Senhor e nela meditam dia e noite, pois Deus fala conosco através da sua Palavra.
v.3 – As pessoas bem-aventuradas são como árvores frondosas e frutíferas.
• porque estão plantadas junto à fonte da fertilidade espiritual: as raízes escondidas, recebem ocultamente o alimento que vai aparecer abertamente em frutos abundantes no seu devido tempo e suas folhas
não murcham porque a esperança e a fé sustentam e fortificam essas pessoas, pois sua confiança está em Deus (Sl 56.11).
• A figura da árvore é usada muitas vezes na Bíblia para mostrar como é a vida de uma pessoa.
“É pelos frutos que se conhece a árvore, disse Jesus”. (Mt 17.20)
• O cristão também é representado pelo pinheiro, que é o símbolo do Natal, pois ele é o tipo de árvore que está sempre verde, seja no verão sejano inverno. Enfrenta tanto as baixas temperaturas como as altas, além das secas, pois, ele é sustentado pelas águas do Espírito Santo (Jo 4.13).
Uma pessoa feliz é uma pessoa realizada porque prospera em tudo o que faz, já que Deus abençoa quem faz a vontade Dele.
v. 4, 5 e 6 – Descreve o fim das pessoas que praticam maldades.
O salmista evidencia o contraste entre o bom e o mau e o resultado das nossas escolhas: os dois caminhos – um que leva à perdição e o outro, à salvação – porque a nossa vida é feita de escolhas. Se escolhermos viver
por nós mesmos, seguindo nossa vontade em busca de uma falsa felicidade, temos poucas chances de sermos bem-aventurados pois, estamos sozinhos.
Mas, quando escolhemos seguir a Deus, somos abençoados, mesmo tendo atribulações. O salmista conclui no último versículo:
“O Senhor dirige e abençoa a vida daqueles que lhe obedecem, porém o fim dos maus são a desgraça e a morte .”
Para você conseguir a verdadeira felicidade, tire o que está errado na sua vida, coloque valores corretos e repense as suas crenças.
Creia no Deus da verdade, do amor e da justiça e que deseja se relacionar com você. Jesus disse:
“Não fiquem aflitos. Creiam em Deus e creiam também em mim." (Jo 14.1)
..................................... ................................................................................
Falamos dos Salmos como sendo de Davi. Realmente, ele é considerado o autor principal, visto que setenta e três salmos são atribuídos a ele.
Mas, houve também outros autores além dele, como Moisés, Salomão, Asafe, etc., e cinqüenta que são anônimos, pois não se conhece a autoria deles,
como este Salmo 1. O livro dos Salmos é composto de cento e cinqüenta salmos, classificados pelo assunto como sendo: didáticos ou de instrução, proféticos, imprecatórios, de lamento ou queixa, entre outras classificações.
O Salmo 1 é um salmo didático pois, instrui sobre os dois modos de vida e sua relação com Deus. Não é à toa que ele inicia o saltério.
A linguagem dos Salmos visa mais a alcançar o coração do que a mente.
São citados cento e doze vezes no Novo Testamento e Jesus mesmo recomenda para o procurarmos nos Salmos.Ele disse: “Importava se cumprisse tudo o que de mim está escrito ... nos Salmos.” (Lc 24.44)
O Salmo 1 demonstra o respeito de Deus com o livre-arbítrio do homem
nas suas escolhas, mas adverte sobre as conseqüências desses dois caminhos.
Jesus completa o seu sentido, quando declara:
“Eu sou o caminho, a verdade e a vida.
Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim.” (Jo 14.6)
Origem : http://pt.shvoong.com/humanities/christian-studies/1790667-estudo-dos-salmos-salmo/
EXEGESE DO SALMO 1
O salmo 1º enfoca uma benção que é dada a um servo por seu comportamento adequado e seu amor a "torá" [lei] do Senhor.
1. O Bem Aventurado
No hebraico temos אַשְֽׁרֵי= 'Ashrey - que significa: Bem aventurado, feliz, ditoso. Aqui temos algo importante, este homem será bem aventurado, se cumprir as seguintes três coisas que o salmista enumera.
2. Os Três Não
2.1 - Não andar
O verbo usado aqui no hebraico é הָלַךְ = halakh - que significa - "ir, caminhar, andar/passar. Este verbo, bem como os outros dois que o seguem estão no passado, logo a tradução ficaria:
"Bem aventurado aquele que não andou...."
2.2 - Não deter-se
O verbo usado aqui é עָמָד= 'amad = que signifca = "parar, estacionar-se/deter-se/
O tempo conforme mostramos acima está no pretérito, levando para uma ação já concluída.
2.3 - Não assentar-se
Temos o verbo hebraico יָשָֽׁב = Yashav = que significa " sentar-se, permanecer, habitar"
O tempo do verbo é o mesmo mencionado acima [pretérito].
A tradução ficaria assim: " Bem aventurado aquele homem que não assentou-se"
3. Os Três Perigos
3.1 - O conselho dos ímpios
Aqui temos o vocábulo hebraico עֲצַת = ats'at = que significa = "conselho, parecer".
A palavra usada no hebraico para expressar ímpios é רְשָׁעִים = reshaym = que vem do radical "rashe'a" - que dá a idéia de "condenar-se, ser mal". Portanto, podemos afirmar que o ímpio para o hebreu era aquele que se condenava em algo, mesmo sabendo que aquilo que ele fazia era errado.
O conselho dos ímpios fala da comunhão com o mundo, com as "trevas", com aqueles que conscientemente caminham para a perdição.
3.2 - O caminho dos pecadores
No hebraico temos o vocábulo חַטָּאִ = hatâ = que vem do verbo da mesma grafia que significa "pecar, errar".
Quando o salmista refere-se ao "caminho dos pecadores" cremos que ele tem em mente o caminho daqueles que estão em erro ou errados, ou seja, estão em pecado. Eles estão desviados do alvo, que é o termo teológico para a definição de pecado. Devemos tomar o cuidado para não parar ou estacionar neste caminho.
3.3 - A roda dos escarnecedores
No original temos os seguintes vocábulos :
a) מֹושַׁב = moshav = que significa "assento, vila"
b) לֵצִים = letsym = que significa "frívolos, "palhaços", perversos.
No orginal dá a seguinte idéia: "estão escarnecendo, estão sendo frívolos".
Frívolo quer dizer "sem importância, sem valor". São estes que zombam do evangelho, da igreja, da Palavra de Deus.
4. Duas características do servo
4.1 - O seu prazer
A palavra hebraica usada aqui é חֶפְצֹ = heféts = que significa "desejo, anelo".
O verso diz: "O seu desejo está na lei do Senhor".
O maior prazer que o judeu fiel tinha era estar junto de sua "Toráh". Uma das primeiras coisas que uma criança judia aprendia a falar era o "Shemá" : "Shemá Ysrael, Adonay Elocheinu, Adonay echad" (Dt 6.3). Os pais quando estavam ensinando a "torá" para seus filhos, e eles aprendiam, os pais davam mel para eles. Desse modo, eles associavam que a Palavra do Eterno era doce como o mel (Sl 119.103). Assim eles tinham prazer em aprenderem a lei do Senhor.
4.2 - O meditar
O verbo hebraico aqui é הְגֶּה = hagah = que significa "falar, expressar, pensar, meditar"
O texto diz: "... E na lei do Senhor medita dia e noite". É notável percebermos o sentido amplo deste verbo que nos auxilia nesta exegese.
O salmista está afirmando que Deus prova e abençoa o servo que medita (exame interior), fala, pensa, estuda a sua Palavra de dia e noite. A expressão dia e noite além de especificar um tempo, pode também caracterizar tipologicamente, luta e vitória. Todavia, só será abençoado o servo que meditar nas lutas quanto na vitória, na Palavra do Senhor.
5. Os Dois Exemplos
5.1 O exemplo do servo justo
I) Uma árvore
a) plantada - O verbo no original está no particípio e entendemos que o Eterno é quem a plantou.
b) junto as correntes de água
A palavra hebraica para corrente é פַּלְגֵ = peleg = que também pode significar " facção, parte".
Caro leitor [a], você já parou para pensar o que significa esta expressão: "plantada junto a ribeiros de águas"? Muitos pensam que o termo "águas" é uma alusão as Escrituras. Mas não é! Aqui se refere ao mundo [ sistema], e esta árvore [homem, mulher] foi plantada numa facção [à parte, separada] das águas [alusão ao mundo], ou seja, a Obra do Senhor [igreja] constitui-se uma facção, uma parte de homens e mulheres que tomaram outro rumo - seguir a Cristo! Aleluia! Estamos no mundo, mas não pertencemos a ele. Somos cidadãos de outro país!
c) dá o seu fruto, na estação própria
O verbo hebraico é נָתָן = natân = que significa "dar colocar"
Aqui vemos um retrato "perfeito" do servo do Senhor. O homem dirigido pelo Espírito Santo não dá fruto fora de hora, mas no tempo determinado, na estação própria.
d) cuja folha não cai
O verbo usado aqui é "navel" = que significa "murchar, fenecer,secar". Além de ser uma árvore que só dá fruto na ocasião própria, o servo é também tipo de uma árvore duja folha não murcha ou seca. Isto implica em dizer que esta árvore não sente a mudança de tempo,uma vez que nesta época as árvores perdem as folhas e na Palestina, isto ocorria no início do inverno, sendo que a figueira ficava totalmente "nua de folhas".
5.2 - O exemplo dos ímpios
I) A moinha
Esta palavra no hebraico é מֹּץ = Mots = que significa "palha cortada em pedaços, escória de cereais, pragana".
Se o ímpio é como a moinha, deduzimos que o ímpio é um ser leve, sem consciência espiritual, vazio, verdadeiro dejeto humano largado as suas próprias sortes.
A moinha segundo o dicionário é: Fragmentos miúdos de palha que ficam depois da debulha dos cereais.
b) o vento que espalha
O verbo hebraico aqui é "nadaf" = que significa "dispersar, espalhar". O verbo está no futuro, indicando uma ação que ainda ocorrerá. A palavra vento no hebraico é a mesma usada para o Espírito = רֽוּחַ׃ = Ruach = vento, sopro, Espírito.
6. Os Três Futuros
6.1 - O futuro do justo - "E tudo quando fizer prosperará"
O verbo hebraico usado aqui é "Tsalakh" = que significa "prosperar, triunfar, atravessar"
6.2 - O futuro do ímpio - "Não subsistirão no juízo"
No original traz o verbo קֻמ = kum = que quer dizer: "levantar-se, rebelar-se, resistir"
O ímpio não poderá ao menos se levantar no dia do juízo.
6.3 - O futuro do pecador - "Não subsistirão na congregação dos justos"
A palavra para congregação no hebraico é עֲדַת = odat > e é oriunda do verbo que significa "adornar".
O salmista está afirmando que os pecadores não comporão o adorno, jóia dos justos [ figura da salvação, promessas, dons etc]. Sendo assim, não serão reconhecidos pelo Senhor, e serão espalhados pelo horizonte afora.
7. Os Dois Caminhos
7.1 - O caminho do justo - "É conhecido pelo Senhor"
7.2 - O caminho do ímpio - "conduz à ruína"
O verbo usado no original é אבֵֽד = 'avad = que equivale a "perder-se, errar, perecer, sumir". Deste verbo deriva-se a palavra "Abadom" = destruição. Entendemos que o caminho do ímpio conduz a perdição e a destruição. Enquanto que o caminho dos justos é conhecido pelo Todo Poderoso.
Origem: http://davarelohim.blogspot.com/2009/03/salmos-1-uma-exegese.html
Bibliografia : Centro de Cultura Bíblica Bereshit. Coleção: Salmos. Ano 2006. Prof. Pr. Hilmar S.E. Kaiser - Th.D, Ph.D
14.2.10
Distinção entre a soberba e o orgulho
Na teologia
Teologicamente, faz-se distinção entre a soberba e o orgulho. Na Bíblia existem inúmeros versículos que definem os dois sentimentos e mostram a diferença entre eles. O orgulho é compatível com a humanidade e justifica-se pela condição do homem de filho de Deus. Já a soberba é a manifestação arrogante, afetada, de um orgulho ilegítimo.
Na definição do padre Teodoro del Greco, a soberba é um desejo descompensado da própria superioridade. O teólogo explica que a igreja sempre considerou a soberba como o grande pecado. Ela exige que o outro a trate à altura do valor que ela se atribui e se coloca acima dos outros.
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA - 1º PARTE
I - A vida do homem conhecer e amar a Deus
1) Deus, infinitamente Perfeito e Bem-aventurado em si mesmo, em um desígnio de pura bondade, criou livremente o homem para fazê-lo participar de sua vida bem-aventurada. Eis por que, desde sempre e em todo lugar, está perto do homem. Chama-o e ajuda-o a procurá-lo, a conhecê-lo e a amá-lo com todas as suas forças. Convoca todos os homens, dispersos pelo pecado, para a unidade de sua família, a Igreja. Faz isto por meio do Filho, que enviou como Redentor e Salvador quando os tempos se cumpriram. Nele e por Ele, chama os homens a se tornarem, no Espírito Santo, seus filhos adotivos, e portanto os herdeiros de sua vida bem-aventurada.
2) A fim de que este chamado ressoe pela terra inteira, Cristo enviou os apóstolos que escolhera, dando-lhes o mandato de anunciar o Evangelho: "Ide, fazei que todas as nações se tornem discípulos, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensinando-as a observar tudo quanto vos ordenei. E eis que eu estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos" (Mt 28,19-20). Fortalecidos com esta missão, os apóstolos “saíram a pregar por toda parte, agindo com eles o Senhor, e confirmando a Palavra por meio dos sinais que a acompanhavam" (Mc 16,20).
3) Os que com a ajuda de Deus acolheram o chamado de Cristo e lhe responderam livremente foram por sua vez impulsionados pelo amor de Cristo a anunciar por todas as partes do mundo a Boa Notícia. Este tesouro recebido dos apóstolos foi guardado fielmente por seus sucessores. Todos os fiéis de Cristo são chamados a transmiti-lo de geração em geração, anunciando a fé, vivendo-a na partilha fraterna e celebrando-a na liturgia e na oração
1) Deus, infinitamente Perfeito e Bem-aventurado em si mesmo, em um desígnio de pura bondade, criou livremente o homem para fazê-lo participar de sua vida bem-aventurada. Eis por que, desde sempre e em todo lugar, está perto do homem. Chama-o e ajuda-o a procurá-lo, a conhecê-lo e a amá-lo com todas as suas forças. Convoca todos os homens, dispersos pelo pecado, para a unidade de sua família, a Igreja. Faz isto por meio do Filho, que enviou como Redentor e Salvador quando os tempos se cumpriram. Nele e por Ele, chama os homens a se tornarem, no Espírito Santo, seus filhos adotivos, e portanto os herdeiros de sua vida bem-aventurada.
2) A fim de que este chamado ressoe pela terra inteira, Cristo enviou os apóstolos que escolhera, dando-lhes o mandato de anunciar o Evangelho: "Ide, fazei que todas as nações se tornem discípulos, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensinando-as a observar tudo quanto vos ordenei. E eis que eu estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos" (Mt 28,19-20). Fortalecidos com esta missão, os apóstolos “saíram a pregar por toda parte, agindo com eles o Senhor, e confirmando a Palavra por meio dos sinais que a acompanhavam" (Mc 16,20).
3) Os que com a ajuda de Deus acolheram o chamado de Cristo e lhe responderam livremente foram por sua vez impulsionados pelo amor de Cristo a anunciar por todas as partes do mundo a Boa Notícia. Este tesouro recebido dos apóstolos foi guardado fielmente por seus sucessores. Todos os fiéis de Cristo são chamados a transmiti-lo de geração em geração, anunciando a fé, vivendo-a na partilha fraterna e celebrando-a na liturgia e na oração
12.2.10
OS 7 PECADOS CAPITAIS
O papa Gregório Magno no século VI instituiu os sete pecados capitais, que são os princípios que ferem a Deus, a você e ao próximo.
Os sete pecados capitais são:
1) Gula: consiste em comer além do necessário e a toda hora;
2) Avareza: é a cobiça de bens materiais e dinheiro;
3) Inveja: desejar atributos, status, posse e habilidades de outra pessoa;
4) Ira: é a junção dos sentimentos de raiva, ódio, rancor que às vezes é incontrolável;
5) Soberba: é caracterizado pela falta de humildade de uma pessoa, alguém que se acha auto-suficiente;
6) Luxúria: apego aos prazeres carnais;
7) Preguiça: aversão a qualquer tipo de trabalho ou esforço físico.
OS SETE PECADOS CAPITAIS
A. Boulenger
(Doutrina Católica – Manual de Instrução Religiosa – Moral)
Vocábulos
1º. Pecados capitais. 1º. O termo pecado tem, nesta lição, duplo sentido. Significa:
a) vício, quando se consideram a soberba, a avareza, a luxúria, etc., como maus hábitos que levam ao pecado;
b) pecado atual, quando se trata de um ato transitório, seja ele causado por uma disposição habitual ou não. Assim muitos cometerão o pecado de orgulho, sem ter o vício de soberba.
a) vício, quando se consideram a soberba, a avareza, a luxúria, etc., como maus hábitos que levam ao pecado;
b) pecado atual, quando se trata de um ato transitório, seja ele causado por uma disposição habitual ou não. Assim muitos cometerão o pecado de orgulho, sem ter o vício de soberba.
2º. Capitais (do latim "caput": cabeça, fonte). De acordo com a própria etimologia da palavra, esses pecados tem tal nome:
a) porque podem ser pecados gravíssimos, dignos da pena de morte;
b) porque, nos primeiros séculos da Igreja, eram equiparados a outros muito graves, como a idolatria, o homicídio, o adultério, e condenados a uma penitência pública;
c) porque são origem, fonte de vários outros, ainda que não sejam necessariamente e sempre, pecados mortais.
PECADOS CAPITAIS
Há sete pecados, ou vícios, que podem ser tidos como graves, quer quanto à sua natureza, quer quanto às suas conseqüências. Estes sete pecados capitais são:
1) Soberba;
2) Avareza;
3) Luxúria;
4) Inveja;
5) Gula;
6) Ira;
7) Preguiça.
Alguns: soberba, avareza, inveja, ira e preguiça, quando desídia do intelecto, são mais especialmente pecados do espírito. A luxúria e a gula, pelo contrário, são pecados do corpo.
1) Soberba;
2) Avareza;
3) Luxúria;
4) Inveja;
5) Gula;
6) Ira;
7) Preguiça.
Alguns: soberba, avareza, inveja, ira e preguiça, quando desídia do intelecto, são mais especialmente pecados do espírito. A luxúria e a gula, pelo contrário, são pecados do corpo.
1. SOBERBA
1º. Natureza. Soberba é a estima excessiva da própria pessoa. Manifesta-se principalmente de três maneiras:
a) o soberbo mostra-se ufano das qualidades que tem, não se lembra que deve por elas dar glória a Deus: "Que tens tu, diz São Paulo, sem o teres recebido? E se o recebeste, como é que te glorias, como se aquilo fosse teu?" (I Cor IV, 7);
b) atribui-se dotes que não possui;
c)rebaixa as vantagens dos outros. É parecido com o fariseu que coteja suas virtudes com os senões do próximo.
2º. Derivadas da soberba. A soberba produz a ambição, a presunção, e a vanglória.
A. Ambição é o desejo descomedido de glória, honras, fortuna, poder, etc. o ambicioso anda atrás das posições de destaque e das dignidades. "Apreciam o primeiro lugar nos banquetes, os assentos mais elevados nas sinagogas" (Mt XXIII, 6) diz Nosso Senhor, falando dos Escribas e dos Fariseus.
B. Presunção é a demasiada confiança em si próprio. Presunção e ambição não raro andam a par. O presunçoso exagera seus talentos, julga-se preparadíssimo para qualquer encargo. E trata de meter-se em negócios e empregos altos, para os quais lhe falecem habilidades e competência.
C. Vanglória é a mania de se envaidecer por predicados, mais brilhantes e espalhafatosos, do que reais e sólidos; de colher louvores, e pasmar os circunstantes, quanto não há motivo para tanto. Este gaba-se de uma estirpe nobre, de linhagem ilustre; aquele é altaneiro por causa do palacete; este outro, é pela roupa, ou pelo automóvel. Esquecidos, todos, de que se houver glória nisso, não é a eles que deve ninbar (não quer dizer que todo luxo é soberba e impostura. Não é, quando fica em relação natural com a posição que se ocupa na sociedade. Então, justifica-se no ponto de vista hierárquico e econômico. Quem não atendesse às exigências da fortuna que possui cairia no excesso oposto que entra no segundo pecado capital [avareza]).
A vanglória, por sua vez, gera:
a) a jactância. A jactância, a bazófia, ou gabolice está doida pelos elogios. Baba-se por eles, suplica-os. E quando não os consegue logo, vai-se, o sujeito, encomiando a si mesmo. Nas palestras, não deixa os outros falar. Só ele, só dele. Não aprecia os companheiros, nem se importa com eles, e por isso, conta, o que fez e não fez, mandou e desmandou, suas boas obras, virtudes, esmolas (em dois casos é permitido dar a conhecer o bem que se obrou: a) para livrar-se de censura imerecida; b) para instruir e edificar o próximo, como o pratica São Paulo na Epístola aos Gálatas);
b) a hipocrisia é outro fruto espúrio da vanglória. As felicitações que os gabolas se outorgam nos seus alardes palavrosos, o hipócrita quer granjeá-las por seus atos fiteiros, e suas virtudes de aparato. Anda deslembrado dos conselhos de Nosso Senhor: "Tende cuidado em não fazer vossas boas obras para serdes vistos pelos homens ... quando dais esmola, não toqueis trombeta, como costumam os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para que vos honrem os homens' (Mt VI, 1,2);
citemos, ainda, o aferro, a obstinação, a teimosia, três vocábulos mais ou menos sinônimos, exprimindo o apego que se tem ao próprio parecer, não querendo que vingue a opinião dos outros, nem até quando a razão está com eles.
citemos, ainda, o aferro, a obstinação, a teimosia, três vocábulos mais ou menos sinônimos, exprimindo o apego que se tem ao próprio parecer, não querendo que vingue a opinião dos outros, nem até quando a razão está com eles.
3º. Malícia da soberba. É pecado grave, quando o orgulho quer elevar-se acima de Deus e dos superiores. É tido como fonte de todos os males.
4º. Remédios. Os meios para curar a chaga do orgulho são:
a) um exame atento, demorado, sincero, das nossas misérias, das nossas falhas e fraquezas; da inconsistência dessas coisas que nos envaidecem;
b) a contemplação da humildade de Nosso Senhor, que, sendo Deus, se rebaixou a ponto de revestir-se da humanidade, e sujeitar-se a todas as contingências mais triviais e vis da nossa natureza; depois, a todos os ultrajes.
2. AVAREZA
1º. Natureza. Avareza é o amor desregrado às riquezas. Assume duas modalidades:
a) É avarento o que anda aflito por ganhar mais dinheiro, sempre excogita artes de aumentar seus cabedais, e antes trata os bens como donos do que como servos. A fortuna, para ele, é um fim, e não o meio de prover às necessidades da existência.
b) É avarento mais encontradiço, o que está afeiçoado a seus tesouros. Sovina. Não dá nada. E quando precisa gastar, parece que lhe arrancam um pedaço da alma. A economia é outra coisa. Consiste em regular as despesas pelos rendimentos,: aquelas não excedendo estes. Não é vício. É virtude preciosa, estímulo do trabalho, e mãe da prosperidade. A avareza tanto se aninha no coração do pobre, como no do rico. Avulta, não raro, com a idade. Recrudesce com a velhice.
2º. Efeitos. Da avareza nascem:
a) a injustiça para com o próximo: fraudes, trapaças, roubos;
b) a traição: Judas vendeu seu Mestre por trinta moedas;
c) o empedernimento do coração para com os indigentes. O avarento não se compadece da miséria: nunca abre a mão para obsequiar, para dar esmola aos pobres.
3º. Malícia. A avareza pode vir a ser pecado grave:
a) contra Deus: o avarento prefere, com efeito, a tudo, o dinheiro. Adora o ouro. É seu ídolo. Deus não existe mais para ele.
b) contra o próximo: o avarento, certo é que não cumpre o dever de caridade. E este dever, em determinados casos, constitui obrigação imperiosa.
4º. Remédios. Dois remédios podem fazer bem ao avarento:
a) lembre-se amiúde que tudo passa neste mundo; que são perecedouros, frágeis, e de pouquíssimo valor, os bens da terra. Caducam rapidamente. Única riqueza de verdade é amar a Deus.
b) medite nos exemplos de Jesus Cristo. Era riquíssimo, quis nascer, viver e morrer, paupérrimo.
3. LUXÚRIA
Luxúria, ou lascívia, é o vício contrário à pureza, proibido pelo 6º e 9º Mandamentos da Lei de Deus.
I. A pureza. 6º e 9º Mandamentos
1º. Excelência da virtude da pureza. A castidade, ou pureza, consiste na abstenção dos prazeres carnais ilícitos. Nenhuma virtude tem mais valor do que a castidade, porque ela, melhor que as outras, é o domínio do espírito sobre a carne, da alma sobre o corpo. Por isso, não é de estranhar que esta virtude, preceito ou lei natural muito embora, fique sendo como que apanágio e monopólio da religião católica. É a pura verdade afirmar que não a conheceu o mundo pagão, e que, hoje em dia, desabrocha e viceja apenas no ambiente do Catolicismo.
2º. Objeto do 6º e 9º Mandamentos. O 6º e 9º Mandamentos da Lei de Deus proíbem os pecados de luxúria, contrários à virtude da pureza. Única diferença entre os dois, é que o 9º, repetindo o 6º, vai além, reforça a proibição, abarcando a mais os maus pensamentos e maus desejos. Assim, enquanto o 6º Mandamento veda atos, olhares e palavras ofensivas da modéstia cristã, o 9º atalha o mal na própria fonte, e condena o simples pensamento impuro, o simples desejo desonesto: de um lado, pois, os atos exteriores, e do outro, os atos interiores, como sendo, estes, causa daqueles, e comparáveis à fagulha que ateia o incêndio. Na explanação desta matéria, andaremos lembrados, de contínuo, dos prudentes avisos de Santo Afonso de Ligório e São Francisco de Sales, concordes nisso, e ambos com São Paulo, dizendo que não é bom, tocar em termos muito explícitos nestes assuntos, e que já se ofende a castidade, só com o nomear a impureza.
II. O que é proibido pelo sexto Mandamento da Lei de Deus.
O 6º Mandamento da Lei de Deus proíbe:
1º. As más ações. Há certas coisas indecentes que o menino não se atreveria a praticar à vista de seus pais ou de seus mestres, e que desonram e envergonham os autores, quando essas coisas vêm a ser conhecidas. Ora, aquilo, ainda que fique ignorado dos homens, não está escondido aos olhos de Deus. Logo, é pecado mortal por natureza. Sempre. Esteja, o culpado, só, ou na companhia de outras pessoas. Entretanto, a malícia varia segundo a qualidade destas pessoas e segundo as coisas más que se fazem.
2º. Maus olhares. Consistem em demorar a vista, por gosto e sem necessidade, nos objetos ou nas pessoas que podem excitar as paixões: por exemplo, estátuas, imagens ou pessoas que não têm a devida decência.
3º. Escritos e palavras desonestas. Quer dizer, qualquer escrito (maus livros e maus jornais), qualquer palavra (cantigas ou conversas despudoradas) que ofendem o recato, ou abertamente, às escâncaras, ou disfarçadamente, por meio de equívocos, ambigüidades, reticências. Nada mais prejudicial do que as más leituras. Quanto às más conversas, afirma São Paulo (I Cor XV, 33) "que corrompem os bons costumes".
III. O que proíbe o 9º Mandamento
O 9º Mandamento proíbe:
1º. Os maus pensamentos. O pecado de pensamento, que os teólogos, chamam de "deleitação morosa", consiste em se demorar, voluntariamente, na imaginação de uma coisa ruim, sem querer mesmo chegar à prática da mesma. Tal deleitação, ou gozo, é chamada morosa, do vocábulo latim "mora" atraso, diz Santo Tomás, porque a razão, em lugar de repelir sem tardança, como fôra de mister, as cogitações impuras que se apresentam, se demora nelas (immoratur), as acolhe com agrado, e nelas se compraz livremente (por aí se vê que vai grande diferença entre "deleitação morosa" e "sugestão má". Esta independe da vontade. É uma tentação, nem mais nem menos). Quem se entregou à deleitação morosa tem que declarar na confissão, a natureza específica deste pensamento; por exemplo, se tem voto de castidade, ou se as cogitações diziam respeito a uma parenta, ou a uma pessoa casada. É pecado mortal, quando a coisa é mesmo ruim, e o consentimento pleno. Do contrário, é venial. E não há pecado nenhum, quando se combate e se afugenta a representação do mal, e se reprova.
2º. Os maus desejos. O desejo é mais do que o pensamento, porque, com a imaginação do ato mau, está a intenção e vontade de praticá-lo. Perante Deus, é a mesmíssima coisa: querer ver, ouvir ou fazer, coisas impudicas, e ver, ouvir, ou fazer. Agora os desejos desonestos são como os pensamentos: culpados, exatamente na proporção em que são voluntários.
IV. Gravidade dos atos contra a pureza.
É facílimo avaliar a gravidade dos atos contra a pureza, pela meditação das conseqüências desastradas que acarretam na alma e no corpo:
a) Na alma. Nublam, entenebrecem, e materializam, a inteligência. Cegam-na para as coisas de Deus (I Cor II, 14). Desmoralizam e embrutecem o coração que, então, se separa e afasta de Deus, abandona a religião, cai na impiedade.
b) No corpo. A impureza estraga a saúde, exaure as forças, traz as doenças mais repugnantes e vergonhosas, as enfermidade mais asquerosas, e não raro, fim prematuro. Portanto, são mortais, geralmente, os pecados de impureza, a não ser que a irreflexão diminua esta gravidade.
V. Causas que levam à impureza.
As causas determinantes de pecados contra a castidade podem se classificar em: exteriores e interiores.
1º. Causas exteriores. São as que deparamos fora do nosso espírito viciado e do nosso coração corrupto pelo pecado original:
a) As más leituras. Esta rubrica geral abrange os livros ímpios, licenciosos, jornal ruim, revista ruim, e em especial, folhetins e romances que pintam ou encarecem o vício: denominam-se realistas ou naturalistas, e o que querem, é estadear o crime em todos seus pormenores, toda a hediondez, sem rebuços; ou denominam-se psicológicos, pretendendo escalpelar as almas com seus sentimentos mais abjetos, em todos seus refolhos. Uns e outros provocam desgraças. Não há iludir ou anestesiar a consciência. Ninguém se imuniza contra este tóxico violento, traiçoeiro e fatal. Dirão que procuram unicamente as belezas literárias, o encanto das descrições, a magia do estilo. É verdade. Isca fementida. Engodo. Procura-se tudo isso, e encontra-se mais alguma coisa: o veneno, que a alma engole por doses pequenas ou grandes, e que mata. Não se hão de perlustrar pântanos lodosos e pestilenciais sem apanhar pingos de lama. É absurdo. E será mesmo tão minguada a nossa literatura, que só nesses charcos se poderão descobrir modelos de estilo, de bela dição, de alta cultura clássica?
b) Espetáculos. Teatros e cinemas não são maus por índole, por natureza, é claro. Haveriam mesmo de aformosear a alma, educar a vontade, e nobilitar o coração. Infelizmente, sucede quase sempre o contrário. E passam a ser verdadeiras escolas do crime e da imoralidade. Glorificação do vício, apoteose e triunfo da impureza, e menosprezo ou escárnio da virtude, isto é que é. Alexandre Dumas o disse alto e bom som: a mãe prudente não assiste aos espetáculos, e muito menos levaria aí sua filha.
c) Dança e baile. Sendo exercício corporal, a dança é ginástica nada reprovável. A Bíblia refere, em muitas passagens, sem nota alguma pejorativa, as danças praticadas pelas moças e senhoras de Israel, para divertimento (Juízes XXI, 21, 23; Jerem. XXXI, 4,13) antes religioso, manifestação de piedade, do que mundano. A filha de Jefté vai ao encontro do pai, e vai dançando com uma porção de companheiras (Juízes XI, 34). Quando Davi, vencedor de Golias, regressa triunfante, as mulheres de Israel o ovacionam e celebram, com danças, a glória dele (Reis XVIII, 6, 7; XXI, 11). Davi ia dançando diante da Arca da Aliança, que ele mandava recolher, com inaudita pompa (II Reis VI, 5). Nota-se, entretanto, que, as mais das vezes, dançavam, as jovens, sozinhas, separadas dos moços (Ex XV, 20; I Samuel XVIII, 6).
A dança moderna, conhecida por nomes variadíssimos, é outra coisa. Altamente condenável, por causa da liberdade infrene que nela reina, dos encontros que ali se realizam. Excetuando determinadas reuniões de família, a regra geral é que não se deve dançar. Muito menos ainda, se hão de freqüentar bailes públicos, ou bailes mascarados, que são os mais perigosos. Em que conta teremos os tais bailes de caridade? São organizados para angariar donativos, para aliviar os desamparados, ou as vítimas de alguma calamidade: inundação, seca, incêndio, etc.; motivo de beneficiência. Ora, para saber o que vale este sistema, examinemos o caso. Será, um baile, mais puro e menos arriscado, porque o fim é a esmola? Que tem uma coisa com outra? Onde é que se viu alterada a essência de uma coisa porque se lhe mudou o destino?
d) Reuniões mundanas e más companhias. "Dize-me com quem andas, que te direi quem és". A freqüentação, os passeios, as amizades, ou familiaridade com pessoas levianas, frívolas, em busca de passatempos quaisquer, e que gastam o dia no ócio e na moleza, são também causas de muitos pecados de impureza.
e) Modas desonestas. Nos trajes femininos, a moda apresenta, por vezes, excentricidades que constituem verdadeiro desafio e insulto ao bom gosto e ao pudor. Tais modas são reprovadas pela religião, pela moral, e até pelo senso comum.
2º. Causas interiores. As causas provenientes de nós mesmos são:
a) Orgulho. Deus não ama os que "se ensoberbecem nos seus juízos", desampara-os, e deixa-os "entregues a paixões de ignomínia" (Rm I, 21,26).
b) Intemperança. "Não vos embebedeis com vinho, diz São Paulo, isto é, fonte de devassidão: mas inebriai-vos do Espírito Santo" (Ef V, 18). Quem anda atrás dos deleites dos festins, dá a mão às tentações da carne e da concupiscência.
c) Ócio. A preguiça é mãe de todos os vícios, e São Jerônimo afirma, desassombrado que, se está um demônio solicitando ao mal o homem que trabalha, estão mais de cem demônios tentando o que está desocupado.
VI. Remédios contra a impureza.
1º. Meios naturais.
a) é preciso lembrar, primeiro, a fuga das ocasiões que podem levar ao pecado, quer dizer, a supressão, de vez, de todas as causas acima mencionadas.
A ocasião se diz remota ou próxima.
a) Ocasião remota é a que conduz, de modo muito indireto, até a ofensa a Deus. Tais ocasiões enxameiam pelo mundo, não há como evitá-las sempre, porque se alastram por todas parte. A melhor boa vontade não o conseguiria. Fugir delas não constitui obrigação.
b) Ocasião próxima é a que provoca a tal ponto que é quase certo cometermos o pecado, se ela não for removida. (1) A ocasião próxima será necessária de necessidade física ou moral: necessidade física, quando é de todo impossível suprimi-la; necessidade moral, quando a dificuldade é grande. Em ambos estes casos, é preciso lançar mão de todos os preservativos e orações, recepção dos Sacramentos da Penitência e Eucaristia. Renovar, amiúde, o propósito de nunca mais pecar. (2) Ou a ocasião próxima pode ser afastada, e então, há obrigação imperiosa de removê-la. É condição "sine qua non" para obter a absolvição. A Igreja impõe esta regra, porque conhece o que diz a Sagrada Escritura: "Quem ama o perigo, há de cair no abismo" (Ecl. III, 24).
b) a vigilância é guarda dos sentidos, da imaginação e das afeições;
c) a humildade;
d) a mortificação;
e) o trabalho, são outros tantos meios naturais e auxiliares poderosos na luta pela pureza.
c) a humildade;
d) a mortificação;
e) o trabalho, são outros tantos meios naturais e auxiliares poderosos na luta pela pureza.
2º. Meios sobrenaturais. Com os meios naturais, é indispensável ainda, o emprego dos meios sobrenaturais. Os principais são:
a) Oração. Deus nada recusa a quem pede.
b) Confissão. Desvendar a chaga é curá-la.
c) Comunhão freqüente. A Eucaristia é o alimento da força.
d) Devoção a Maria Santíssima. Vendo perigo, a criancinha recolhe-se junto da mãe. Maria Santíssima é mãe de todos nós, e ela tanto estima a virtude de pureza, que protegerá seus devotos que lhe suplicam auxílios, que se recolhem pela prece, à sombra benéfica de sua égide maternal.
b) Confissão. Desvendar a chaga é curá-la.
c) Comunhão freqüente. A Eucaristia é o alimento da força.
d) Devoção a Maria Santíssima. Vendo perigo, a criancinha recolhe-se junto da mãe. Maria Santíssima é mãe de todos nós, e ela tanto estima a virtude de pureza, que protegerá seus devotos que lhe suplicam auxílios, que se recolhem pela prece, à sombra benéfica de sua égide maternal.
4. INVEJA
1º. Natureza. A inveja deriva-se da soberba. Consiste no regozijo pela desgraça que sucede ao próximo e no pesar pela boa sorte dele, como se a felicidade alheia perturbasse a nossa. Logo, a inveja tem duas caras: expandida e risonha perante o mal dos outros; amarrada e tristonha diante da prosperidade alheia.
O distintivo essencial da inveja é a falta de caridade. Portanto, não tem inveja:
1. quem se entristece porque vê que é feliz e passa bem uma pessoa que não o merece. Não é inveja, é "zelo desatinado" porque a repartição dos bens deste mundo é da conta exclusiva de Deus;
2. quem fica triste com a promoção de fulano, porque isto poderá causar transtornos; é "temor legítimo", se não ajuizado;
3. quem anda acabrunhado, porque outro ganhou o lugar que ele mesmo havia pleiteado por seus esforços; chama-se "brio, emulação".
Ciúme é uma face da inveja. Não se alegra com os reveses e dissabores alheios. Mas tem o receio exacerbado de perder o bem que possui, e cobiça violentamente o bem dos outros.
2º. Efeitos. Da inveja nascem a calúnia, a maledicência, a delação, as rivalidades, as discórdias, o ódio e até o homicídio.
3º. Malícia. A inveja ofende a caridade que devemos ao próximo. É tanto mais culpada quanto mais avultado fôr o dano que ela causar aos outros.
4º. Remédios.
a) primeiro meio para tratamento desta enfermidade moral é recordarmos que todos os homens tem igual natureza e igual destino. Não são irmãos em Cristo todos os católicos? E não são todos eles membros da mesma sociedade que é a Igreja?
b) segundo meio, é ponderarmos as conseqüências nefandas que formam o séquito da inveja.
5. A GULA.
1º. Natureza. Gula é o amor desordenado ao alimento. Quando se aplica de modo especial à bebida chama-se embriaguez, alcoolismo.
A. Considerada em geral, a gula manifesta-se de duas maneiras:
a) pelo excesso na quantidade. O guloso multiplica as refeições; come a torto e a direito; ou então come demais, ou muito depressa, avidamente;
b) por excessiva exigência na qualidade. Peca por gula o que procura iguarias finas, e requinta nos prazeres do paladar; e até, quem repisa, a toda hora, na conversa, esses tópicos.
B. Embriaguez é a forma mais torpe e repugnante da gula. Com efeito, quem cai neste vício até ficar bêbado, perde o uso da razão e resvala abaixo dos brutos.
C. Alcoolismo é a paixão dos excitantes, das bebidas fortes. O alcóolico não chega a embebedar-se; mas, em doses exageradas e múltiplas, ingurgita o temível veneno. Tornou-se hábito, necessidade fatal.
2º. Efeitos. A gula em geral provoca:
a) o abandono das obrigações religiosas;
b) a transgressão das leis do jejum e da abstinência;
O alcoolismo tem conseqüências ainda mais desastradas. Com efeito, o alcoolismo não é senão embriaguez no estado crônico:
a) no indivíduo viciado por este funestíssimo hábito, aparecem as doenças mais impiedosas (...) As faculdades intelectuais embotam-se gradualmente, e breve, a vítima acha-se como que bestificada. No ponto de vista moral destrói o pudor e os brios, deixando apenas a medrar os instintos da animalidade.
b) na família é fautor de anarquia. O alcóolico foge do lar; deixa no desamparo mulher e filhos. E se, porventura ainda trabalha, gasta com o vício tudo o que vai ganhando.
c) para a sociedade também o alcoolismo é um flagelo, um cancro. Nos países onde grassa, queima as veias de um povo inteiro, dessora e desfibra a raça mais profundamente do que a chacina das batalhas.
3º. Malícia.
O amor exagerado do comer e do beber não é, em si, pecado grave. Adquire, porém, este caráter, quando levado ao ponto de menosprezar e transgredir o preceito da penitência.
Com a embriaguez, o caso é outro. Quando acidental e involuntária, desculpa-se; mas se for propositada, é pecado mortal. Quanto às faltas cometidas pelo bêbado, ele é responsável no grau em que as previu: a culpabilidade não está no ato, está na causa.
Tanto mais culpado é o alcoolismo quanto mais lamentáveis são os estragos que produz.
4º. Remédios. Para sanar este defeito da gula são eficazes as seguinte receitas:
a) evitar tudo o que lisonjeia demais o paladar, como as iguarias saborosas e muito finas;
b) pensar que isto de comer e beber não é o fim da atividade humana. Existe o alimento para a vida, não a vida para o alimento.
c) os pais devem incutir no ânimo dos filhos o amor da temperança e sobretudo dar-lhes bons exemplos a respeito.
d) as donas de casa zelem por ter um lar confortável e atraente, que agrade às visitas, ao esposo e aos filhos, desviando-os da freqüentação de tabernas e botequins.
6. IRA
1º. Natureza. Ira é um movimento desordenado da alma que se revolta contra o que não lhe apraz. Muitas vezes, é o resultado do orgulho que se julga melindrado, e quer desforçar-se. Mas é também uma paixão proveniente da índole, e que a vontade custa a senhorear.
Nem sempre alcança, a ira, o mesmo grau de violência. Por isso distinguem-se:
a) a impaciência;
b) a raiva;
c) o arrebatamento, que se derrama em berros e desaforos;
d) o furor, que se traduz por insânias, acessos próximos da loucura;
e)a vingança, que é o desejo cultivado de prejudicar a quem nos desagradou.
b) a raiva;
c) o arrebatamento, que se derrama em berros e desaforos;
d) o furor, que se traduz por insânias, acessos próximos da loucura;
e)a vingança, que é o desejo cultivado de prejudicar a quem nos desagradou.
Há certa cólera que não é pecado. Vem a ser, apenas, justa indignação, quando se manifesta dentro de limites razoáveis: na hora azada, contra quem a merece, e com intensidade prudente. Um pai de família se mostrará oportuna e eficazmente irritado com o comportamento mau do filho, e infligirá uma correção enérgica que produza frutos de emenda. Um superior de comunidade, no desempenho do seu cargo, castiga publicamente uma ofensa à regra. A cólera, então, não é vício, é virtude.
Na Sagrada Escritura, temos muitos fatos destes. Moisés, ao deparar com o bezerro de ouro, deixa-se arrebatar pelo furor da ira santa, e quebra as tábuas da Lei (Ex XXXII, 19). Deus, muitas vezes, ira-se contra os pecadores (Sl CV, 40). Nosso Senhor lança mão do chicote, e tange para fora, irado, os vendilhões do Templo (Mt XXI, 12). Zanga com os Fariseus, que andavam espiando, para ver se haveria de curar, em dia de Sábado, o enfermo com a mão ressequida (Mc III, 5). São cóleras santas que têm justificativa no fim almejado: debelar ou fustigar o mal, e emendar os pecadores.
2º. Efeitos. A ira gera as disputas, as quisílias, doestos e vitupérios, brados e invectivas, rancor, ódios, assassínios e demandas.
3º. Malícia. Quando a cólera provém da índole, do gênio, é culpa venial só, a não ser que se desmande em crises, e seja deliberada. Quando inclui o desejo desnorteado de vingança, ofende a justiça ou a caridade, e então é pecado grave.
4º. Remédios. Para amordaçar e refrear a cólera, é preciso:
a) atalhar logo o primeiro ímpeto;
b) lembrar-se do preceito do Senhor: "Amai vossos inimigos ... fazei o bem aos que vos odeiam" (MT V, 44);
c) meditar o exemplo do divino Mestre, Cordeiro manso e humilde de coração.
b) lembrar-se do preceito do Senhor: "Amai vossos inimigos ... fazei o bem aos que vos odeiam" (MT V, 44);
c) meditar o exemplo do divino Mestre, Cordeiro manso e humilde de coração.
7. PREGUIÇA
1º. Natureza. Preguiça é o apego desmedido ao descanso que leva a omitir nossas obrigações, ou a descuidá-las. O espírito e o corpo do homem que trabalha necessitam de repouso. Mas, este não pode vir a ser regra geral, e com que o único fruto da existência.
Distinguem-se:
a) preguiça espiritual;
b) preguiça corporal.
b) preguiça corporal.
Aquela é falta de ânimo, de coragem no cumprimento dos deveres religiosos, na oração. Esta é desleixo das nossas obrigações de estado.
2º. Efeitos. A preguiça faz ociosa a vida, e franqueia, a todas as tentações, os caminhos da alma. "A preguiça é a mãe de todos os vícios". A preguiça espiritual põe em perigo a salvação eterna, pois "cada um há de receber a própria remuneração, conforme o próprio trabalho" (I Cor III, 8).
3º. Malícia. É pecado grave, a preguiça, quando chega até o esquecimento de Deus e das nossas obrigações mais importantes.
4º. Remédios. Para extirpar a preguiça, reflita-se que o trabalho é lei universal imposta pelo Criador. Os ricos não são dispensados. Existe, para eles, o grande dever da caridade, que os manda trabalhar a fim de aliviar, mais eficazmente, a sorte dos pobres.
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