28.4.12

Caminho neocatecumenal

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Caminho_neocatecumenal
Retirado em 28/04/2012




caminho neocatecumenal (ou neocatecumenato) é um itinerário de formação cristã, iniciado na Espanha em 1964, por iniciativa do pintor Kiko Argüello e de Carmen Hernández, como resposta às novas diretrizes trazidas pelo Concílio Vaticano II, cujo objetivo consiste em abrir um caminho espiritual concreto de iniciação, renovação e valorização do sacramento batismal, que permita ao "catecúmeno" descobrir o significado concreto de sercristão Mais tarde se uniria a eles o sacerdote Mario Pezzi. A Igreja Católica reconhece o Caminho Neocatecumenal como "Um itinerário de formação católica válido para a sociedade e os dias de hoje" que busca a redescoberta do Batismo. Se encontra atualmente difundido em mais de 100 países, incluindo alguns que não são tradicionalmente cristãos como ChinaEgitoCoréia do Sul e Japão.



História do Caminho neocatecumenal

O Caminho foi iniciado pelo pintor Kiko Argüello, convertido do existencialismo ateu, e pela missionária Carmen Hernández, ambos espanhóis, na miserável favela de Palomeras Altas em Madri em 1964, sob a forma de formação iniciação catequética e evangelização para adultos afastados. A primeira comunidade era formada por habitantes de Palomeras Altas, na sua maioria ciganos, prostitutas e ex-presidiários que foram abandonando os seus hábitos para seguir os ensinamentos transmitidos por Kiko Argüello
Inicialmente o caminho neocatecumenal contou com o fundamental apoio do então arcebispo de Madri, Dom Casimiro Morcillo, primeiro prelado a apoiar esta experiência, notando que a pedagogia do caminho ia ao encontro dos novos ideais inseridos da Igreja pelo recém findado Concílio Vaticano II, no qual acabara de participar.
A originalidade do Caminho é ter encontrado uma síntese catequética no estilo dos evangelizadores dos primeiros séculos do cristianismo, válida tanto para os batizados, praticantes ou não, como aos não-cristãos: a centralidade do kerigma, do anúncio de Cristo morto e ressuscitado, e a vivência da fé em pequenas comunidades, cuja finalidade é o amadurecimento na fé e a integração plena de seus membros na paróquia.
O processo se inicia com uma catequização kerigmática, onde se constitui uma comunidade, e conclui, depois de vários anos e várias etapas, com a renovação solene das promessas batismais diante do bispo diocesano, a quem a comunidade se oferece para ajudar nas necessidades pastorais das paróquias.
Assim, primeiras comunidades nasceram em paróquias espanholas de Zamora, Madri., posteriormente no ano de 1967, eram dadas as primeiras catequeses iniciais na paróquia dos Santos Mártires Canadenses em Roma, hoje, porém, o Caminho encontra-se presentes em cerca de 5 mil paróquias dos cinco continentes.
Segundo explicam seus iniciadores, o Caminho responde concretamente a muitas das intuições pastorais do Concílio Vaticano II, como o redescobrimento da Vigília Pascal, a participação evangelizadora dos leigos ou a potenciação dos seminários diocesanos missionários, entre outras. Talvez a mais nova seja o envio de famílias em missão, a pedido dos bispos locais, para promover, junto com um sacerdote, a implantatio ecclesiae naqueles lugares nos quais não existe a Igreja Católica.
Desde seus início do Caminho, as atitudes dos diferentes papas, desde Paulo VI até Bento XVI, foram favoráveis para com o Caminho Neocatecumenal; especialmente João Paulo II, cujo no longo pontificado este Caminho teve seus primeiros reconhecimentos oficiais.
O primeiro foi em 1990, em forma de carta de reconhecimento ao Pontifício Conselho para os Leigos, no qual se definia como “(...)um itinerário de formação católica válida para nossa sociedade e para o homem atual(...)”.
Posteriormente, em 29 de junho de 2002, foram aprovados por decreto deste mesmo Conselho os estatutos do Caminho ad experimentum durante um período de cinco anos, que conclui com a presente aprovação definitiva.
Em 13 de junho de 2008, o cardeal Stanislaw Rylko, o atual presidente do Pontifício Conselho para os Leigos, entregou aos Iniciadores do Caminho Neocatecumenal, o decreto de aprovação definitiva dos estatutos dessa realidade eclesial ad eternum.
Finalmente em 20 de janeiro de 2012, em um encontro com o Papa Bento XVI, o secretário do Conselho Pontifícios para os Leigos, D. Josef Clemens, leu o decreto de aprovação às celebrações (não “estritamente litúrgicas”, segundo Bento XVI) que acompanham o percurso catequético dos neocatecumenais. Decisão esta que surge após 15 anos de estudo por parte da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, somando-se às anteriores aprovações dos Estatutos (2008) e dos 13 volumes do “Diretório Catequético” do Caminho Neocatecumenal (2011).
Neste encontro estiveram presentes também seis cardeais, mais de 30 bispos, centenas de padres e estudantes dos seminários ‘Redemptoris Mater’ e 1200 equipes de catequistas itinerantes. Ver notícia Audiência do Papa aos Neocatecumenais: “sois um dom do Espírito Santo para o nosso tempo"

Etapas: O Itinerário Neocatecumenal

[editar]Do Pré-catecumenato ao Catecumenato

Do Pré-catecumenato ao Catecumenato A primeira fase do Neocatecumenato é o Pré-catecumenato Pós-batismal, que é um tempo de kénosis (cfr. Flp 2,7) para aprender a caminhar na humildade. Esta fase se divide em duas etapas: 1ª. Na primeira etapa, que vai desde as Catequeses Iniciais até o Primeiro Escrutínio de passagem ao Catecumenato Pós-batismal, e que dura aproximadamente dois anos, os neo-catecúmenos aprendem a linguagem bíblica, celebrando semanalmente a Palavra de Deus, com temas simples que percorrem toda a Escritura, como: água, rocha, cordeiro, etc. A Palavra de Deus, a Eucaristia e a Comunidade ajudam gradualmente os neocatecúmenos a esvaziar-se dos falsos conceitos de si e de Deus, e a descer à sua realidade de pecadores, necessitados de conversão, redescobrindo a gratuidade do amor de Cristo, que lhes perdoa e ama. Na celebração conclusiva do Primeiro Escrutínio de passagem ao Catecumenato Pós-batismal, após a inscrição do nome, os neocatecúmenos pedem à Igreja que os ajude a amadurecer na fé para realizar as obras de vida eterna (cfr. 1 Jo 3,14-15; Ef 2,10), e recebem o sinal da cruz gloriosa de Cristo, que ilumina a função salvífica que tem a cruz na vida de cada um.
2ª. Na segunda etapa, de análoga duração, os neocatecúmenos celebram as grandes etapas da história da salvação: Abraão, Êxodo, Deserto, Terra Prometida, etc., e lhes é dado um tempo para que provem a si mesmos a sinceridade de sua intenção de seguir a Jesus Cristo, à luz da sua Palavra: “Não podeis servir a Deus e ao dinheiro” (Mt 6,24). Na celebração conclusiva do Segundo Escrutínio de passagem ao Catecumenato Pós-batismal, renovam perante a Igreja a renúncia ao demônio e manifestam a vontade de servir só a Deus. A seguir, estudam e celebram as principais figuras bíblicas: Adão, Eva, Caim, Abel, Noé, etc., à luz de Cristo.

[editar]Do Catecumenato à Eleição

A segunda fase do Neocatecumenato é o Catecumenato Pós-batismal, que é um tempo (cfr RICA 20) de combate espiritual para adquirir a simplicidade interior do homem novo que ama a Deus como único Senhor, com todo o coração, com toda a mente, com todas as forças e ao próximo como a si mesmo. Sustentados pela Palavra de Deus, pela Eucaristia e pela Comunidade, os neocatecúmenos adestram-se na luta contra as tentações do demônio: a busca de seguranças, o escândalo da cruz e a sedução dos ídolos do mundo. A Igreja vem em ajuda dos neocatecúmenos entregando-lhes as armas necessárias, em três etapas:
1ª. “O ‘combate espiritual’ da vida nova do cristão é inseparável do combate da oração” (CIC 2725) que leva à intimidade com Deus. A Igreja realiza uma primeira iniciação dos neocatecúmenos à oração litúrgica e pessoal, também noturna, que culmina com as catequeses dos Evangelhos sobre a oração e com a celebração da entrega do livro da Liturgia das Horas. Desde então, começam o dia com a oração individual das Laudes e do Ofício das Leituras e aprendem a fazer um tempo de oração silenciosa e a oração do coração.
Os neocatecúmenos, perscrutando os salmos em pequenos grupos, são iniciados à prática assídua da “lectio divina” ou “scrutatio scripturæ”, “na qual a Palavra de Deus é lida e meditada para transformar-se em oração” (CIC 1177). Com efeito, “a ignorância das Escrituras é ignorância de Cristo” (CIC 133).
2ª. A Igreja entrega aos neocatecúmenos o Credo (“Traditio Symboli”), “compêndio da Escritura e da fé” (DGC 85), e os envia, dois a dois, a pregá-lo pelas casas da Paróquia. Eles estudam e celebram artigo por artigo o Símbolo apostólico e o restituem à Igreja (“Redditio Symboli”), confessando a sua fé e proclamando o Credo solenemente perante os fiéis, durante a Quaresma.
3ª. A Igreja realiza uma segunda iniciação dos neocatecúmenos à oração litúrgica e contemplativa, que culmina com as catequeses sobre a oração do Senhor e com a celebração da entrega do “Pai nosso”, “síntese de todo o Evangelho” (DGC 85). Desde então, nos dias feriais do Advento e da Quaresma, eles começam a celebrar comunitariamente na Paróquia, antes de ir ao trabalho, as Laudes e o Ofício das Leituras, com um tempo de oração contemplativa.
Os neocatecúmenos são iniciados a tornarem-se pequenos (cfr. Mt 18,4) e a viverem abandonados filialmente à paternidade de Deus, protegidos pela maternidade de Maria e da Igreja, e na fidelidade ao Sucessor de Pedro e ao Bispo. A tal fim, antes da entrega do “Pai nosso”, os neocatecúmenos fazem uma peregrinação a um santuário mariano para acolher a Virgem Maria como Mãe (cfr. Jo 19,26-27), professam a fé na tumba de S. Pedro e fazem um ato de adesão ao Santo Padre.
Nesta etapa os neocatecúmenos celebram sistematicamente cada uma das petições do “Pai nosso” e temas sobre a Virgem Maria: Mãe da Igreja, Nova Eva, Arca da aliança, Imagem do cristão, etc. salmos

[editar]Eleição

A terceira fase do Neocatecumenato é o Redescobrimento da Eleição, “eixo de todo o catecumenato” (RICA 23). É um tempo de iluminação no qual a Igreja ensina aos neocatecúmenos a caminhar no louvor, “inundados pela luz da fé” (RICA 24), ou seja, a discernir e cumprir a vontade de Deus na história para fazer da própria vida uma liturgia de santidade. Eles estudam e celebram cada um dos fragmentos do Sermão da Montanha.
Após terem mostrado com obras que neles está se realizando, ainda que na debilidade, o homem novo descrito no Sermão da Montanha, que, seguindo as pegadas de Jesus Cristo (cfr. 1 Pe 2,21), não resiste ao mal e ama o inimigo (cfr. Mt 5,39-45), os neocatecúmenos renovam solenemente as promessas batismais na Vigília Pascal, presidida pelo Bispo. Nesta liturgia, vestem as túnicas brancas em lembrança do seu batismo. Depois, durante os cinqüenta dias pascais, celebram cada dia a eucaristia solenemente e fazem uma peregrinação à Terra Santa como sinal das bodas com o Senhor e uma profunda gratidão por tudo o que Deus realizou na vida de cada catecumeno que chega até esta etapa e percorre todos os lugares onde Cristo realizou tudo quanto eles viveram durante todo o itinerário neocatecumenal.

[editar]O Processo de Educação Permanente à Fé

A Comunidade Neocatecumenal, após cumprir o itinerário de redescobrimento da iniciação cristã, entra no processo de educação permanente à fé: perseverando na celebração semanal da Palavra e da Eucaristia dominical e na comunhão fraterna, ativamente inseridos na pastoral da comunidade paroquial, para dar os sinais do amor e da unidade (cfr. Jo 13,34-35; 17,21), que chamam o homem contemporâneo à fé:
“A educação permanente à fé - afirma o DGC, nº 70 - se dirige não apenas a cada cristão, para acompanhá-lo no seu caminho rumo à santidade, mas também à comunidade cristã enquanto tal, para que amadureça tanto na sua vida interior de amor a Deus e aos irmãos, quanto na sua abertura ao mundo como comunidade missionária. O desejo e a oração de Jesus ao Pai são um incessante apelo: “a fim de que todos sejam uma só coisa. Como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, que também eles sejam uma só coisa em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste” (Jo 17,21). Aproximar-se, pouco a pouco, desse ideal, exige, na Comunidade, uma grande fidelidade à ação do Espírito Santo, um constante alimentar-se do Corpo e Sangue do Senhor e uma permanente educação à fé, na escuta da Palavra”.
O Caminho Neocatecumenal é assim um instrumento a serviço dos Bispos para realizar o processo de educação permanente à fé solicitado pela Igreja: a iniciação cristã, como reafirma o DGC, nº56, “não é o ponto final no processo permanente de conversão. A profissão de fé batismal coloca-se como fundamento de um edifício espiritual destinado a crescer”; “a adesão a Jesus Cristo, de fato, inicia um processo de conversão permanente, que dura toda a vida”.
Deste modo, o Caminho Neocatecumenal contribui para a renovação paroquial desejada pelo Magistério da Igreja de promover “novos métodos e novas estruturas”, que evitem o anonimato e a massificação (cfr. João Paulo II, Discurso à Conferência dos Bispos de Ontário, em L’Oss. Rom., 5 maio 1999), e de considerar “a Paróquia como comunidade de comunidades” (Ecclesia in America, 41), que “descentralizam e articulam a comunidade paroquial” (Redemptoris missio, 51).

[editar]Carismas

Muitos foram os dons do Espírito que caracterizaram o desenvolvimento do Caminho, em particular os Catequistas Itinerantes, as Famílias em Missão e os Seminários "Redemptoris Mater".

[editar]Catequistas Itinerantes

Vários Bispos, preocupados com a situação de secularização presente em tantas Paróquias e vendo que naquelas onde tinha nascido o Caminho Neocatecumenal constituíam-se pequenas comunidades vivas, cheias de afastados, solicitaram a abertura do mesmo percurso de iniciação cristã, pedindo catequistas de outras cidades e nações. Isto deu lugar ao nascimento dos Catequistas Itinerantes. Nos encontros catequistas são expostos estes pedidos dos Bispos e pede-se que se apresentem livremente aqueles que se sentem chamados a partir para anunciar o Evangelho, tornando-se disponíveis para tal missão, tendo por base o mandato do próprio Batismo. Aparece, assim, de novo um modelo de Igreja Primitiva evangelizada pelos apóstolos e catequistas itinerantes, sem que estes formem algum grupo particular. Esses permanecem inseridos nas próprias comunidades e paróquias, das quais partem e às quais retornam periodicamente.
Assim, pouco a pouco, através da experiência e em tantas convivências de formação, foram constituídas equipes itinerantes de evangelização, formadas por mulheres e homens celibatários ou por um casal, e por um sacerdote que obtém a autorização de seu Bispo ou Superior religioso. Estas vão durante um tempo a uma outra Diocese, de acordo com o Bispo que os chama, para abrir o Caminho Neocatecumenal nas Paróquias. Tal estrutura de evangelização, como um andaime, é coordenada pela Equipe Responsável do Caminho Neocatecumenal, composta pelos iniciadores, Kiko e Carmen, e por um presbítero, Padre Mário Pezzi. Assim, ao longo destes anos, o Caminho se difundiu nos cinco continentes.

[editar]Famílias em Missão

Diante da situação do Norte da Europa, onde a secularização já está presente há muitos anos, onde a Igreja é minoritária e se encontra em uma situação de debilidade extrema, e, sobretudo, onde está destruída a família -, inspirados pelas palavras do Santo Padre, Kiko e Carmen viram a necessidade de enviar famílias em missão, seja para fundar a Igreja em algumas regiões de "terra nullius", como uma "implantatio Ecclesiae", seja para ajudar a reforçar as comunidades existentes com famílias que mostrem a face de uma “família cristã”.
Também na América do Sul, em função da enorme emigração do campo rumo às periferias das grandes cidades e da escassez de clero para abrir novas Paróquias, estes enormes aglomerados urbanos são presas das seitas. Os Bispos, tendo em vista a força de evangelização que tem o Caminho, pediram o envio de famílias para estes centros periféricos, freqüentemente bairros imensos compostos de barracos, para formar núcleos de evangelização que possam conter as seitas, formando pequenas comunidades, à espera de poder enviar um presbítero e fundar novas Paróquias.
Tudo isto fez com que o Santo Padre João Paulo II no ano de 1988 enviasse, para diversos lugares, as primeiras cem famílias solicitadas pelos Bispos.
Estas famílias, que permanecem unidas à própria Comunidade Neocatecumenal, inserida na Paróquia, são sustentadas pela comunidade e pela paróquia naquilo que faz referência às despesas com viagens, aluguel de casa, construção de novas igrejas apoio moral, cartas, orações, etc. Nasce, assim, uma profícua colaboração entre comunidade, paróquia e missão.
Em Janeiro de 2011 o Papa Bento XVI enviou mais de 200 famílias em Missão em uma celebração. Hoje, o número das famílias do Caminho em missão para a nova evangelização em 78 países é de mais de 800, com 3.097 filhos, das quais 389 na Europa, 189 na América, 113 na Ásia, 56 na Austrália, 46 na África e 15 no Oriente Médio [3].

[editar]Seminários Redemptoris Mater

Da obra de evangelização, iniciada pelas famílias em diversas regiões, rapidamente surgiu a necessidade de presbíteros que sustentassem as novas comunidades apenas formadas e com os quais se pudessem constituir, eventualmente, novas Paróquias.
Neste contexto, nasceram os Seminários "Redemptoris Mater": graças à visão profética dos iniciadores do Caminho, à coragem do Papa João Paulo II e ao impulso missionário das Famílias em Missão, quase todas com muitos filhos, cujo testemunho de fé foi fundamental para a re-evangelização e formação de novas Paróquias.
Estes Seminários são diocesanos, erigidos pelos Bispos, de acordo com a Equipe Responsável Internacional do Caminho, e se regem segundo as normas vigentes para a formação e incardinação dos clérigos diocesanos; são missionários: os presbíteros que neles são formados são disponíveis para serem enviados pelo Bispo a qualquer parte do mundo; são internacionais: os seminaristas provêm de países e continentes diversos, seja como sinal concreto da catolicidade, seja como sinal de disponibilidade para serem enviados onde quer que seja.
Mas, o dado mais significativo destes Seminários é que eles, de uma parte, são um dom que ajuda as Dioceses a abrirem-se à dimensão missionária, a irem por todo o mundo, e de outra, encontram no Caminho Neocatecumenal, um sustento que acompanha os seminaristas durante o tempo de sua preparação e, uma vez presbíteros, continua a sustentá-los na formação permanente.

[editar]Reconhecimento do Caminho Neocatecumenal

O cardeal Stanislaw Rylko, o atual presidente do Conselho Pontifício para os Leigos, entregou do dia 13 de Junho de 2008 aos Iniciadores do Caminho Neocatecumenal, Kiko Arguello e Carmen Hernández, o decreto de aprovação definitiva dos estatutos dessa realidade eclesial.
O ato aconteceu às 11h na Sala Magna do Conselho Pontifício para os Leigos. O cardeal Rylko lhes entregou o decreto de aprovação, junto com o texto final dos estatutos. Depois, os membros da equipe apresentaram publicamente o texto, em uma coletiva de imprensa que aconteceu às 16h, na sede do Caminho Neocatecumenal em Roma.

[editar]O Caminho em Números

  • Seminários: 86 seminários diocesanos missionários Redemptoris Mater.
  • Seminários no Brasil: 2 (Brasília e São Paulo) e um de missão especial (Rio de Janeiro).
  • Seminaristas: 2.009
  • Presbíteros ordenados: mais de 3.000
  • Bispo com formação no R.M.: 02 (Callao e Arequipa/Peru)
  • Países: 110
  • Dioceses: 900
  • Comunidades: 41.000
  • Paróquias: 6.000
  • Número das famílias do Caminho em missão para a nova evangelização: cerca de 1000 para mais de 78 países .
  • Pessoas que seguem: mais de 1,5 milhão de pessoas

Comunidades do Caminho Neocatecumenal na Europa e na América

NaçãoComunidades
Albânia Albânia22
Alemanha Alemanha50
Áustria Áustria38
Bielorrússia Bielorrússia11
Bélgica Bélgica20
Bulgária Bulgária10
Croácia Croácia250
Chipre Chipre5
República Checa República Tcheca40
Espanha Espanha6,000
Estónia Estônia5
França França60
Geórgia Geórgia6
Grécia Grécia6
Hungria Hungria40
Inglaterra Inglaterra32
República da Irlanda Irlanda25
Itália Itália10,000
Israel Israel8
Letónia Letônia9
Lituânia Lituânia20
Luxemburgo Luxemburgo1
Malta Malta100
Países Baixos Holanda40
Polônia Polônia1,000
Portugal Portugal300
Romênia Romênia50
Rússia Rússia5
Escócia Escócia3
Sérvia República da Macedónia Flag of Bosnia and Herzegovina.svg Sérvia, Macedônia & Bósnia-Herzegovina30
Eslováquia Eslováquia65
Eslovénia Eslovênia40
Suíça Suíça35
Finlândia Suécia Noruega Escandinávia10
Turquia Turquia8
Ucrânia Ucrânia45
NaçãoComunidades
 Argentina1.500
 Bolívia400
 Brasil5.600
 Canadá40
 Chile460
 Colômbia2.000
 Costa Rica350
 Cuba45
 República Dominicana560
 Equador570
 El Salvador500
 Guatemala800
 Honduras440
 México3.200
 Nicarágua300
 Panamá200
 Paraguai500
 Peru960
 Porto Rico130
EUA norte-americano(a)600
 Uruguai200
 Venezuela1.100



Carta de um padre católico a um jornalista - (em espanhol)


Carta a un periodista:
Soy un  simple sacerdote católico.  Me  siento  feliz y orgulloso de mi vocación. Hace veinte años  que vivo  en Angola como misionero.

Veo  en muchos medios de información, sobre todo en   vuestro periódico la ampliación del tema en forma  morbosa,  investigando en detalles la vida de  algún sacerdote pedófilo.. Así  aparece uno de una ciudad de USA, de la década del 70, otro en  Australia de los años 80 y así de frente, otros  casos recientes…  Ciertamente todo condenable!  Se ven algunas presentaciones  periodísticas  ponderadas y equilibradas, otras amplificadas,  llenas  de preconceptos y hasta  odio.
Me da un gran dolor por el profundo mal  que personas,
que deberían de ser  señales del amor de Dios, sean un  puñal en la vida de inocentes. No hay palabra que  justifique tales actos. No hay duda que la Iglesia  no puede estar, sino del  lado de los débiles,  de los más indefensos. Por lo tanto todas las   medidas que sean tomadas para la protección,  prevención de la  dignidad de los niños será  siempre una prioridad absoluta.

Pero ¡Es  curiosa la poca noticia y desinterés por miles y  miles de sacerdotes que se consumen por  millones de niños, por los adolescentes y los más  desfavorecidos en  los cuatro ángulos del  mundo! Pienso que a vuestro medio de   información no le interesa que yo haya tenido que  transportar, por caminos minados en el año 2002, a  muchos niños desnutridos desde  Cangumbe a  Lwena (Angola),pues ni el gobierno se  disponía y las ONG’s no estaban autorizadas; que  haya tenido que enterrar decenas  de pequeños  fallecidos entre los desplazados de guerra y los que  han  retornado; que le hayamos salvado la vida  a miles de personas en México mediante el único  puesto médico en 90.000 km2, así como con  la  distribución de alimentos y semillas. Que hayamos  dado la  oportunidad de educación en estos 10  años y escuelas a más de 110.000 niños...
No es  de interés que con otros sacerdotes  hayamos  tenido que socorrer la crisis humanitaria de cerca  de 15.000  personas en los acuartelamientos de la  guerrilla, después de su   rendición, porque no llegaban los alimentos del  Gobierno y la ONU.  No es noticia que un  sacerdote de 75 años, el P. Roberto,  por las  noches recorra las ciudad de Luanda  curando a los chicos de la  calle, llevándolos  a una casa de acogida, para que se  desintoxiquen  de la gasolina, que alfabeticen  cientos de presos; que otros sacerdotes, como P.  Stefano, tengan casas de pasaje para  los chicos  que son golpeados, maltratados y  hasta violentados y buscan un   refugio.

Tampoco que Fray Maiato con sus 80  años, pase casa  por casa  confortando los enfermos y desesperados. No es  noticia que  más de 60.000 de los 400.000  sacerdotes, y religiosos hayandejado su tierra y su  familia para servir a sus hermanos en  una leprosería,  en hospitales, campos de  refugiados, orfanatos para niños acusados  de  hechiceros o huérfanos de padres que fallecieron con  Sida, en  escuelas para los más pobres, en  centros de formación profesional, en centros de  atención a  seropositivos… o sobretodo, en  parroquias  y misiones dando motivaciones a la  gente para vivir y amar.
No es noticia que mi  amigo, el P. Marcos  Aurelio, por  salvar a unos  jóvenes durante la guerra en Angola, los haya   transportado de Kalulo a Dondo y volviendo a su  misión haya sido ametrallado en el  camino; que el hermano Francisco,  con cinco  señoras catequistas, por ir a ayudar  a las áreas rurales más  recónditas hayan  muerto en un accidente en la calle; que decenas de  misioneros en Angola hayan muerto por falta de  socorro sanitario, por una simple malaria; que otros  hayan saltado por los aires, a causa de una mina,  visitando a su gente. En el cementerio de  Kalulo  están las tumbas de los primeros  sacerdotes que llegaron a la  región… Ninguno  pasa los 40 años.
No es noticia acompañar la  vida  de un Sacerdote “normal” en su día a día,  en sus dificultades y alegrías consumiendo sin ruido  su vida a favor de la comunidad que sirve.

La  verdad es que no procuramos ser noticia, sino   simplemente llevar la Buena  Noticia, esa noticia que sin  ruido  comenzó en la noche de Pascua.Hace más ruido un  árbol que cae que  un bosque que  crece.
No pretendo hacer una  apología de la  Iglesia y de los sacerdotes. El  sacerdote no es ni un héroe ni un neurótico. Es un  simple hombre, que con su humanidad busca seguir a  Jesús y servir sus hermanos. Hay miserias, pobrezas  y fragilidades  como en cada ser humano; y  también belleza y bondad como en cada   criatura…
Insistir en forma obsesionada y  persecutoria en un  tema perdiendo la visión de  conjunto crea verdaderamente caricaturas   ofensivas del sacerdocio católico en la cual me  siento  ofendido.
Sólo le pido amigo  periodista, busque la Verdad, el  Bien y la  Belleza.
Eso lo hará noble en su  profesión.

En  Cristo,


P.  Martín Lasarte  sdb
 "Mi pasado Señor, lo confio a tu  Misericordia; Mi presente a tu Amor; Mi futuro a tu  Providencia"

10.4.12

Bebês anencefálicos podem ser abortados?


Bebês anencefálicos podem ser abortados?



Cardeal Odilo Pedro Scherer

Arcebispo de São Paulo



O tema representa um sério desafio atual, a ser abordado com serenidade e objetividade, tendo em conta critérios antropológicos e éticos gerais, e também os referenciais do ordenamento jurídico brasileiro, a começar da própria Constituição Nacional. O Supremo Tribunal Federal deverá pronunciar-se sobre a “legalidade” do abortamento de fetos, ou bebês acometidos por essa grave deficiência, que não lhes permitirá viver por muito tempo fora do seio materno, se chegarem a nascer.

A partir da minha missão de bispo da Igreja e cidadão brasileiro, sinto-me no dever de manifestar minha posição e de dizer uma palavra que possa ajudar no discernimento diante da questão. A decisão tem evidentes implicações éticas e morais; desejo concentrar minha reflexão sobre alguns desafios muito específicos, que se referem à dignidade da pessoa e da vida humana.

Em relação aos anencéfalos, existe o pedido da Confederação dos Trabalhadores da Área da Saúde para que o Supremo Tribunal Federal reconheça e estabeleça a legalidade da “antecipação terapêutica do parto” desses bebês, com forte pressão de grupos favoráveis ao aborto. No calor de muita emoção, podem não ser adequadamente percebidos os examinados argumentos falaciosos, que acabam por se tornar decisivos.

Os principais argumentos alegados a favor do aborto, nesse caso, são os seguintes:

a )  Tratar-se-ia de “vidas inviáveis” fora do útero materno; uma vez que os anencéfalos não sobrevivem por muito tempo fora do seio materno, para que manter semelhante gravidez e levá-la até o fim?

b)      A gravidez de um anencéfalo representaria, para a mãe, um sofrimento insuportável, uma verdadeira “tortura”, que degradaria a dignidade da mulher;

c)      Tratando-se de uma “anomalia”, o ser daí resultante seria indefinível, um “não-ser”, um “não-humano”; portanto, em relação a ele não entrariam em questão os argumentos do respeito à vida e à  dignidade humana;

d)     Toda a atenção deveria ser dada à mãe, nesses casos, o único sujeito de direitos e de dignidade, a ser tutelado e protegido pela lei;

e)      Os bebês anencéfalos seriam “natimortos”, pois a ausência parcial ou total do cérebro equivaleria à morte cerebral; para que manter tal gravidez? Por isso mesmo, os bebês acometidos por essa anomalia, que chegam a nascer, podem ser colocados na mesma condição dos adultos que estão com “morte cerebral” e seus órgãos poderiam ser retirados e doados.

f)       O Brasil é um dos países que têm a maior incidência de anencefalia; seria necessário baixar este triste quadro.

Como se pode perceber facilmente, esses argumentos mereceriam ser examinados profundamente por peritos da área médica, do direito e da ética. De qualquer modo, as implicações morais são graves e não podem ser simplesmente resolvidas na emoção de um debate na opinião pública, ou a partir dos resultados de pesquisas de opinião, o que pode ser uma fácil tentação.

Os principais argumentos empregados pela CNBB são os seguintes:

a)      O anencéfalo, malgrado a sua condição, é um ser humano vivo; por isso, ele merece todo o respeito devido a qualquer ser humano; ainda mais, por se tratar de um ser humano extremamente fragilizado; a sociedade, por meio de suas Instituições, deve tutelar o respeito pleno à sua frágil vida e à sua dignidade.

b)      O sofrimento da mãe é compreensível e deve ser levado plenamente a sério; mas não pode ser argumento suficiente para suprimir a vida de um bebê com anomalia. Se o sofrimento da mãe, ainda que grande, fosse considerado argumento válido para provocar um aborto, estaria sendo aprovado o princípio segundo o qual pode ser tirada a vida de um ser humano que causa sofrimento grave a um outro ser humano. Não só em caso de aborto...

c)      O sofrimento da mãe, que é pessoa adulta, pode e deve ser mitigado de muitas maneiras, quer pela medicina, pela psicologia, pela religião e pela solidariedade social; além disso, trata-se de um sofrimento circunscrito no tempo, que pode mesmo dignificar a mulher que o aceita, em vista do filho; mas a vida de um bebê, uma vez suprimida, não pode ser recuperada; e o sofrimento moral decorrente de um aborto provocado pode durar uma vida inteira. Além do mais, o sofrimento da mãe e o respeito à vida e à dignidade do filho são duas realidades de grandezas e pesos muito diversos e não podem ser, simplesmente, colocados no mesmo nível; o benefício do alívio de um sofrimento não pode ser equiparado ao dano de uma vida humana suprimida.

d)     É preconceituoso e fora de propósito afirmar que a dignidade da mãe é aviltada pela geração de um filho com anomalia; tal argumentação pode suscitar, ou aprofundar um preconceito cultural contra mulheres que geram um filho com alguma anomalia ou deficiência; isso sim, seria uma verdadeira agressão à dignidade da mulher.

e)      O valor da vida humana não decorre da duração dessa mesma vida, ou do grau de satisfação que ela possa trazer aos outros, ou a ela própria. O ser humano é respeitável sempre, por ele mesmo; por isso, sua dignidade e seu direito à vida é intocável.

f)       O cerne de toda a questão está nisso: os anencéfalos são “seres humanos”? São “seres humanos vivos”? Apesar dos argumentos contrários, não há como colocar em dúvida a resposta afirmativa às duas perguntas. Portanto, daí decorre, como conseqüência, que ele deve ser tratado como “ser humano vivo”.

g)      Permanece, de toda maneira, válido que só Deus é senhor da vida e não cabe ao homem eliminar seu semelhante, dando-lhe a morte; nem mesmo aqueles seres humanos que não satisfazem aos padrões estéticos, culturais, ou de “qualidade de vida” estabelecidos pela sociedade ou pelas ideologias. A vida humana deve ser acolhida, sem pré-condições; não somos nós que damos origem a ela, mas ela é sempre um dom gratuito. Não é belo, não é digno, não é ético, diante da vida humana frágil, fazer recurso à violência, ou valer-se do poder dos fortes e  saudáveis para dar-lhe o fim, negando-lhe aquele pouco de vida que a natureza lhe concedeu. Digno da condição humana, nesses casos, é desdobrar-se em cuidados e dar largas à solidariedade e à compaixão, para acolhê-la e tratá-la com cuidado, até que seu fim natural aconteça.

São Paulo, 03.04.2012

16.9.11

como funciona o mercado de ações


Uma  vez, num pequeno e distante vilarejo, apareceu um homem anunciando que compraria burros por R$10,00 cada. Como havia muitos burros na região,os aldeões iniciaram a caçada. 
O homem comprou centenas de burros a R$10,00, e como os aldeões diminuíram o esforço na caça, o homem anunciou que pagaria R$20,00 por cada burro. Os aldeões foram novamente à caça, mas logo os burros foram escasseando e os aldeões desistiram da busca. A oferta aumentou então para R$25,00 e a quantidade de burros ficou tão pequena que já não havia mais interesse em caçá-los. O homem então anunciou que compraria cada burro por R$50,00! Como iria à cidade grande, deixaria seu assistente cuidando da compra dos burros. 
Na ausência do homem, seu assistente propôs aos aldeões: 
- 'Sabem os burros que o homem comprou de vocês? Eu posso vendê-los a vocês a R$35,00 cada. Quando o homem voltar da cidade, vocês vendem a ele pelos R$50,00 que ele oferece, e ganham uma boa bolada'. Os aldeões pegaram suas economias e compraram todos os burros do assistente. Os dias se passaram, e eles nunca mais viram nem o homem,nem o seu assistente, somente burros por todos os lados.

Entendeu agora como 
funciona o mercado de ações?

14.9.11

JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE

A imprensa da Espanha, da Itália e de outros países comenta, admirada, a Jornada Mundial da Juventude. Fala de um Papa de 84 anos que atraiu dois milhões de jovens; fala da vitória da Igreja sobre o governo esquerdista e anticlerical da Espanha de Zapatero, fala do Papa que sabe falar aos jovens, fala da força da Igreja que renasce na Espanha…
Um ancião de 84 anos que reuniu 2 milhões de Jovens com idade média de 22. Este é Bento XVI
Meu querido Leitor, é a mesmíssima imprensa que já afirmou repetidamente que Ratzinger não tem carisma algum, que a Igreja já não tem credibilidade nenhuma, que o escândalo dos padres pedófilos colocou por terra o período triunfalista de João Paulo II, que a Igreja entrou numa decadência sem fim e sem cura… A mesma imprensa que tinha certeza de que, sem João Paulo II, os jovens não mais se reuniriam em tamanha multidão…
Que lições devemos tirar de tudo isto? Aquelas que tenho recordado constantemente: os cristãos não devem nunca interpretar as coisas de Deus a partir dos critérios do mundo, particularmente aqueles da imprensa! Nossa visão tem que ser a partir do Alto, a partir da cruz e da ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo!
Pense um pouco: (1) Os jovens não foram a Madri por causa de Bento XVI – como no passado não foram por causa de João Paulo II: os jovens foram por causa de Cristo, foram para encontrar Jesus! Um Papa nunca é, nunca pode ser uma atração: não dança, não canta, não requebra, não é sarado, não faz pirueta e não aparece sob efeitos especiais! E se fizer isso, não é o Papa, é a Xuxa! Os jovens foram, vão e irão sempre a esses encontros pela sede que consome seus corações: por causa de Cristo, vida da nossa vida e saciedade da nossa esperança!
(2) Um Papa não tem que ser “carismático” no sentido mundano. Todo Papa é carismático, porque, uma vez eleito, recebeu o carisma, isto é a cháris, a graça própria do ministério petrino. Pode ser o comunicativo João Paulo II, o simpático João Paulo I, o bonachão João XXIII, o hierático e angelical Pio XII, o feioso Bento XV, o valente Pio XI, o melancólico Paulo VI ou o tímido Bento XVI. O verdadeiro católico não ama um Papa, não ama esse Papa, ama o Papa, escuta o Papa, obedece ao Papa – exatamente porque é o Papa, seja ele quem for! Para o católico todo Papa é Pedro, e basta!
(3) Essa multidão reunida não é, não deve ser e não pode ser uma prova de força da Igreja! Nossa força está unicamente na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo – é a mesma força da Semana Santa do ano passado, quando a imprensa acusava a Santa Igreja de Cristo de ser uma rede internacional de pedófilos e se diziam misérias contra o Santo Padre! Nossa força é Cristo, nossa vida é Cristo, nossa certeza é Cristo, nossa alegria e esperança é Cristo!
JMJ Madri foi uma resposta ao mundo de que a Igreja é viva e jovem
(4) É verdade que Zapatero, adversário ferrenho do cristianismo, está passando – como passaram outros e passarão tantos outros. Ficará a Igreja, a Mãe católica amabilíssima, porque Cristo assim o quis e assim o prometeu! Mas, não devemos pensar aqueles jovens como um triunfo da Igreja sobre ninguém. O único triunfo que devemos buscar é o triunfo sobre o pecado nosso e do mundo inteiro! Se Zapatero é um inimigo externo da Igreja, também nós a prejudicamos com nossos pecados e egoísmos, com nossa tibieza e falta de amor… Os piores inimigos da Igreja estão dentro dela!
(5) Quanto ao renascimento da Igreja na Espanha ou em qualquer parte do mundo, ele não pode ser medido por números, por multidões ou eventos… Somente o Senhor da Igreja conhece o número dos seus, somente ele sabe do vigor e da fraqueza de sua Santa Esposa, nossa Mãe católica! No entanto, se aquela multidão de jovens na casa dos vinte anos estava lá, significa que nas paróquias, nos grupos, nos movimentos, nas novas comunidades, nas congregações há uma Igreja viva, crente, orante, disposta a testemunhar o Senhor! Lembra do fermento na massa, do grão de mostarda, do tesouro escondido? Pois é, Jesus não erra nunca; Jesus sabe o que diz e sustenta o que fala!
Uma imprensa anticatólica que deu destaque a meia duzia de pessoas protestando do que 2 milhões de jovens celebrando
(6) Quanto aos elogios a Bento XVI, que sabe falar aos jovens, ele fala de Cristo com simplicidade, clareza e a convicção de quem experimentou o Senhor ao longo de toda a vida. Isto basta! Mais impressionante que aquela multidão escutando o Papa de 84 anos, é vê-la, junto com o ancião pontífice, silenciosa, contida, piedosamente reverente, ante um pedacinho de pão que esses católicos bobos afirmam ser o próprio Jesus imolado e ressuscitado, realmente presente neste mundo! Basta ver isso para perceber a força da fé, a atuação da graça e a esperança do mundo.
(7) Para terminar, repito, mais uma vez: se fossem somente vinte jovens a comparecer a Madri, ainda assim Cristo estaria ali, vivo, atuante, potente, matando a sede de todo aquele que dele se aproxime.
Lembre dessas coisas, meu Leitor, quando daqui a pouco, por algum motivo, nalguma dificuldade, a imprensa novamente decretar que a Igreja está no fim, que o cristianismo passou, que a religião é coisa do passado… Então: firmes na fé, com os olhos fixos em Cristo!
Dom Henrique Soares da Costa
Bispo Titular de Acúfica e Auxiliar de Aracaju

27.7.11

Doações à igreja não foram para caridade


Doações à igreja não foram para caridade

Segundo a denúncia da promotoria, as doações de fiéis, que deveriam financiar obras de caridade, tiveram outro destino na Igreja Universal. Edir Macedo e os acusados teriam enriquecido ilicitamente.

Em templos e igrejas de praticamente todas as religiões, o pedido de dinheiro é um procedimento comum. Com doações de fiéis, são financiadas as obras de caridade. Mas, segundo a denúncia da promotoria, Edir Macedo deu outro destino ao dinheiro doado à Igreja Universal.

Uma visita a cultos da Igreja Universal do Reino de Deus ilustra o que a denúncia descreve. “E você vai apresentar neste altar o teu sacrifício, que é de R$ 100 mil, que é de R$ 50 mil, de R$ 30 mil, de R$ 20 mil, de R$ 10 mil. Eu vou me desfazer daquela casa que eu tenho, daquele carro ou daquele apartamento, ou do que eu tenho. Eu vou colocar os R$ 10 mil no altar, eu vou tirar da minha poupança, mas como sacrifício será válido, meu Deus!”

Não haveria nenhuma ilegalidade na coleta de doações, se o destino dos recursos fosse outro. Os promotores lembram na denúncia que a Constituição Federal inclusive determina que igrejas não paguem impostos, para que o dinheiro das ofertas possa ser integralmente aplicado em assistência social e na manutenção dos templos onde a fé é praticada.

O que a denúncia contra Edir Macedo atesta é que ele e outros acusados vêm tirando dinheiro dos fiéis não para investir na igreja ou em assistência social. Mas para enriquecer ilicitamente. “Eu tenho fé pra dar meu carro agora, já pega a chave, documento, preenche seu papel, diga, ô meu Deus, eu tô colocando aqui no teu altar”. 
Estas imagens foram gravadas três anos atrás, em Porto Alegre. A RBS, afiliada da TV Globo, registrou a maneira como os pastores agem. Segundo a denúncia, eles seguem ordens de Edir Macedo. E são avaliados principalmente pela capacidade de recolher dinheiro. Recursos que depois são desviados para empresas, o que foge do propósito de assistência social e religiosa de uma igreja.

- Que o menor dízimo seja R$ 1 mil, em nome de Jesus!
- Se você vai ser fiel realmente, diga, meu Deus! Eu vou ser fiel!
- Eu vou ser fiel.
- Em devolver.
- Em devolver.
- Dez por cento.
- Dez por cento.
- De tudo o que vier.
- De tudo o que vier.
- Em minha mãos.
- Em minhas mãos.
- Nesta semana.
- Nesta semana.

Para os promotores ficou claro que, sob o comando de Edir Macedo, os pastores não se contentam com o dízimo, os 10% do salário. O objetivo é arrecadar sempre mais, desviar o dinheiro e fazer fortuna particular às custas da igreja.

“E você vai pegar o que você tem e você vai colocar no altar. Então, pega o que você tem, pro teu sustento, pega aqui e deixa aqui pra Deus. Hoje é tudo ou nada. Em nome do senhor Jesus!”.

A denúncia afirma que as doações serviram para comprar bens e empresas, o que lesou os fiéis e a própria igreja. Um homem já frequentou a Igreja Universal. Ele falou em 2006 para a RBS. E disse que fez doações, enganado por pastores que agem em nome de Edir Macedo.

“Eu comecei com R$ 50, depois dei R$ 100, depois dei R$ 1 mil, depois R$ 2 mil, outra vez. Dei R$ 5 mil e aí foi indo, vendi geladeira, freezer, microondas. Porque eles incentivam a gente a não dar valor a coisas materiais. O que importa é estar com o coração limpo”, disse o homem.

Ele diz que chegou a ser obreiro, um auxiliar da igreja. E, assim, participou de fogueiras santas de Israel, as campanhas para aumentar a arrecadação. E conta que, nas cerimônias, pastores usavam um falso óleo santo para induzir os fiéis a doar.

“O óleo santo de Israel, eles diziam. E eu acreditava, até o dia que eu fui comprar. Não, compra qualquer óleo, nós ia lá e comprava lata de óleo e botava nos vidrinhos, como se fosse óleo santo de Israel. Aí as pessoas ficam comovidas e ofertam”, contou.

Entre antigos seguidores que se apresentaram à Justiça como vítimas iludidas por promessas milagrosas, está um morador de Minas Gerais. Ele sofre de uma doença mental. E, em troca de doações para a igreja, recebeu a chave do céu e um diploma, assinado por Jesus Cristo.

Mais uma evidência mostrada na denúncia de que os acusados se afastaram dos propósitos da religião. Como nas imagens registradas em Brasília, em 2005, que mostram a pilha de reais apreendida num avião fretado pela Universal.

Ou ainda no flagrante feito em Nova York, dez anos antes. É o retrato da satisfação do fundador da igreja diante da generosidade dos americanos. Com suas doações em dólar.


Em 27/07/2011 as 11:30